sexta-feira, 9 de julho de 2010

A voz do polvo é a voz de Deus...

Pelo visto vamos ter festa na Espanha, mas sem paella, por favor.


Faltam dois jogos para terminar essa edição da Copa do Mundo. O torneio, talvez por ter sido realizado na África,  teve diversas zebras. Quem poderia imaginar que a Itália, atual campeã, iria cair na primeira fase depois de perder para a Eslováquia e antes disso empatado com a Nova Zelândia? Já a atual vice eu já não esperava que fosse longe, porém foi pior do que eu pensava.

O medíocre desempenho dos "bleus" abriu espaço para o que pode ser a ressurreição de antigo gigante do futebol, o Uruguai. A celeste olímpica há anos não passava da fase de grupos e nas ultimas duas Copas, sequer se classificou. Porém na África eles conseguiram igualar um feito de 40 anos, ou seja, desde a Copa de 1970, de chegar até as semifinais. No entanto eles sucumbiram, assim como a seleção brasileira, ao poderio da laranja mecânica.

A Holanda não tem uma equipe tão vistosa quanto a do Carrossel da Copa de 1974, ou as gerações posteriores como as de Van Basten e Rijkaard nos anos 80 e a de Bergkamp e os irmãos De Boer. Mas essa geração realmente fez jus ao apelido, jogando um futebol mecânico, com cada jogador sendo um operário dentro de campo, cumprindo rigorosamente o que lhes é determinado. Exceto pelos expoentes da equipe: Robben e Sneijder, capazes de desequilibrar a partida a qualquer momento. Por isso são sérios candidatos ao prêmio de melhor jogador da Copa.

Para serem pela primeira vez campeões, os holandeses terão que vencer outra seleção ávida pelo título inédito. A Espanha, nas ultimas edições do mundial, sempre tem chegado como favorita e decepcionado. Dessa vez a Fúria foi mais longe do que nunca e vai disputar a sua primeira final. Essa geração que não conta mais com o talento de Raúl "Madrid" Gonzales, mas tem David Villa como seu sucessor natural. O artilheiro da Copa até o momento, com cinco gols, tem em sua retaguarda, jogadores excepcionais como Xavi, Iniesta e Xabi Alonso. Mesmo com todas essas credenciais, os espanhóis não tem empolgado muito nessa Copa, na segunda fase, venceu todos os seus adversários por 1 a 0, quase sempre com gol de Villa.

Porém no que depender do polvo Paul, fenômeno dessa Copa da África, a Espanha já pode comemorar o seu primeiro título mundial. Isso é claro se o Mick Jagger não resolver dar uma forcinha na torcida, a essa altura, nem uma das duas seleções quer o apoio do Rolling Stone mais pé frio da história das Copas.

Até a próxima!

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