sexta-feira, 3 de julho de 2009

No, they can't... mas foi por pouco!

Festa brasileira após a virada e o título da Copa das Confederações.


Os norte-americanos bem que tentaram, mas o time bem armado pelo técnico Bob Bradley não conseguiu vencer o Brasil. Os Yankes chegaram a abrir 2 a 0, jogando bem mais que a nossa seleção no primeiro tempo. O time de Dunga atacou mais, porém em dois contra-ataques bem armados, Dempsey aos 10 e Donovan aos 27 colocaram os Estados Unidos na frente.

No segundo tempo, a seleção canarinho voltou mais esperta, encurralando os norte-americanos em seu campo de defesa. Em menos de 1 minuto, Luis Fabiano diminuiu a diferença com um belo gol, pegando o goleiro Tim Howard de surpresa. O arqueiro dos EUA, tinha fechado o gol na primeira etapa, mas não conseguiu conter o ímpeto brasileiro. Ele inclusive defendeu, aos 14 minutos, uma cabeçada de Kaká dentro do gol, mas o árbitro sueco Martin Hansson não viu o que seria o gol de empate.

Depois de um cruzamento da esquerda, Robinho conseguiu perder o gol mais feito da vida dele. Na cara do gol ele conseguiu acertar o travessão, sorte que Luis Fabiano, o Fabuloso, estava em uma noite inspirada. Ele pegou o rebote de cabeça e empatou a partida aos 29 minutos, dez minutos depois veio a virada. Escanteio para o Brasil, Lúcio sobe mais do que a defesa norte-americana e testa para o gol.

Ao fim da partida, os norte-americanos parecem não acreditar no que aconteceu. Tal qual as histórias de Hollyhood, algo incrível aconteceu ali em Joanesburgo. O Brasil mostrou porque é o país do futebol e derrotou o país do soccer (como eles chamam o futebol por lá). Com todo o respeito a seleção norte-americana, que foi a grande surpresa da Copa das Confederações, os Estados Unidos podem ser os melhores no basquete, no beisebol, no hoquei e no futebol americano. Mas no futebol de verdade, com a bola nos pés, o Brasil é soberano.

Até a próxima!

Valeu!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Um breve resumo de tudo que aconteceu até aqui na Copa das Confederações

logo oficial do torneio.


Depois de levar um susto na estreia diante do Egito, quando fez 3 a 1 no primeiro tempo, levou dois gols em poucos minutos no segundo tempo e só chegou a vitória com um penalti no fim, fazendo 4 a 3. O Brasil confirmou o favoritismo vencendo os EUA e a Itália, ambas por 3 a 0. O time de Dunga parece que finalmente se acertou, vem jogando bem e o que é melhor: convencendo.

É bem verdade que o quase tropeço na primeira partida tem uma desculpa: o cansaço. A seleção teve uma verdadeira maratona de viagens antes da Copa das Confederações. Em pouco tempo a delegação brasileira foi do Rio para Montevideu no Uruguai, onde goleou os donos da casa por 4 a 0, depois veio o jogo com o Paraguai em Recife, onde o Brasil venceu de virada por 2 a 1. E por fim uma longa viagem até a África do sul.

A decepção dessa Copa das Confederações foi a Itália, os atuais campeões do mundo venceram bem os EUA na estréia, por 3 a 1. Porém na segunda rodada perderam para o Egito por 1 a 0 e na última rodada, diante do Brasil, perderam por 3 a 0 e deram adeus ao torneio. O Egito se classificaria com a derrota dos italianos para a seleção brasileira, mas conseguiu perder o jogo (por 3 a 0), a vaga nas semi-finais, e o posto de zebra da Copa das Confederações para a seleção norte-americana, que venceu a favorita Espanha por 2 a 0, agora pouco pelas semi-finais. Acabando com uma invencibilidade de 35 jogos dos atuais campeões da Europa.

Amanhã tem a outra semi-final, onde o Brasil enfrenta a África do Sul às 15:30 hs. Os donos da casa se classificaram no sufoco depois de empatarem na estreia com o Iraque (0 a 0), vencerem a fraquíssima Nova Zelândia por 2 a 0 e perderem pelo mesmo placar na última partida da primeira fase para a Espanha.

Em pouco mais de um ano na frente dos bafana bafanas, o brasileiro Joel Santana conseguiu vencer a desconfiança da imprensa local e da população. Montando um time sólido na defesa, com 3 volantes, sendo que um deles mais recuado, protegendo a dupla de zaga (assim como Joel fazia no Flamengo). Porém a dor de cabeça tem sido do meio para frente, mas a culpa não é de Joel, realmente há poucos jogadores de qualidade no país e o nosso Natalino faz o que pode para superar os obstáculos.

Eu estava ansioso para ver o confronto entre Brasil e Espanha naquela que era dada como a provável final, mas depois da derrota espanhola para os EUA, não seria nenhuma surpresa se o Brasil também ficasse de fora da final. Porque assim como no seringuete, a Copa das Confederações está cheia de zebras.

Até a próxima!

fui...

Ensaiando para a Copa


Desde semana passada as atenções do mundo do futebol estão voltadas para a África do sul, onde ocorre a Copa das Confederações. Todos querem saber se o país de Nelson Mandela tem realmente condições de organizar a Copa do Mundo do ano que vem. A população vem dando um espetáculo de animação, com muita dança e as ensurdecedoras vuvuzelas, modo muito peculiar dos africanos torcerem, tocando essa espécie de corneta durante os 90 minutos das partidas.

Pelo que se tem visto até agora, a África do Sul tem mostrado que tem capacidade para sediar o maior torneio de futebol do planeta, pelo menos na questão esportiva, os estádios estão (pelo menos da tv) muito bons. As seleções foram muito bem recebidas, os hotéis e demais instalações foram aprovadas.

Mas o que preocupa é a violência, algumas cidades são tão perigosas que há o chamado toque de recolher, depois das 6 horas da tarde não se vê quase ninguém na rua. Tem ainda os furtos que aconteceram as delegações do Brasil e do Egito, que não podem ficar impunes.

Tomara que todos esse problemas sejam resolvidos até a Copa. Porque o povo africano, principalmente os negros, depois de anos de sofrimento por causa do Apartheid, merecem mostrar ao mundo toda sua alegria de viver, mesmo com a pobreza e outros diversos problemas que enfrentam. Parecem até com um certo pais que eu conheço...

No próximo post um resumo do que aconteceu até agora na competição.

Até a próxima!

fui...

terça-feira, 2 de junho de 2009

A nova onda do Imperador

Homenagem ao Imperador no dia da sua reestreia.

Domingo eu fui ao maracanã (como já dizia aquela música) para ver a estreia do Adriano. Eu e mais 72 mil rubro-negros esperavamos por uma boa participação do Imperador, que até então, jogaria somente um tempo da partida diante do Atlético Paranaense. Com a mesma camisa 29 da época em que começou no Flamengo há quase dez anos. Tempos diferentes aqueles, em que as estrelas eram Petkovic (que acertou sua volta ao clube para receber o que o clube lhe deve) e Edilson, Adriano era ainda uma jovem promessa. Grandalhão como hoje em dia, mas magro e desajeitado, ele era chamado de "Bonecão da Gávea" pela sempre exigente torcida que passou a persegui-lo por causa de algumas atuações ruins. Agora, depois de ser o Imperador de Milão, Adriano está de volta nos braços da galera em busca da felicidade que perdeu na Itália.

O que se viu naquela tarde, foi bem melhor que as espectativas. Mesmo acima do peso e sem ritmo de jogo (não disputava uma partida oficial desde Março) Adriano se movimentou bem, buscando jogo, saindo da área e mostrando rapidamente um bom entrosamento com o companheiro de ataque Emerson e com os laterais. Ele teve participação direta nos dois gols rubro-negros. No primeiro o Imperador acompanhava o cruzamento de Juan, só que o zagueiro atleticano Antonio Carlos impediu que a bola chegasse até o atacante, a jogada teria dado certo se ele não tivesse mandado a bola para dentro do seu próprio gol.

No final do primeiro tempo Adriano estava cansado e muitos já davam como certa a sua substituição no intervalo. Mas quando o Flamengo voltou para a segunda etapa, lá estava ele em campo. Revigorado, o imperador precisou de menos de 1 minuto de jogo para fazer aquilo que os seus suditos mais esperam dele: GOL. Léo Moura avançou pela direita e cruzou no alto para o atacante que cabeceou firma para o chão fazendo 2 a 0. Pronto, agora a massa foi ao delírio de vez, até o placar eletrônico se rendeu a festa, exibindo a mensagem: "O Imperador voltou". Frase essa que já era cantada antes do ínicio do jogo e que nesse instante era cantanda ainda mais forte pela torcida. Nem o gol de pênalti marcado pelo Atlético-PR atrapalhou a festa da galera.

Após o gol Adriano seguiu buscando jogadas e até ajudou na marcação em alguns lances, porém a falta de ritmo realmente o atrapalhou. Mesmo assim ele já mudou o panorama do ataque do Flamengo que vem sofrendo com a escassez de gols nessa temporada. Agora o time tem uma referência na área que impôe respeito aos adversários e que é bastante talentoso e experiente. Mas para que dê tudo certo, para ele e para o Flamengo, vai ser necessário que Adriano esteja 100% focado, deixando de habitar as páginas de fofoca e até políciais, ficando somente no caderno de Esportes.

Por enquanto é só!

Até a próxima!

sábado, 30 de maio de 2009

Tríplice mais do que merecida.

Messi exibe os troféus, conquistas podem elege-lo o melhor do mundo.


Na última quarta-feira no estádio Olimpico de Roma o Barcelona conquistou a sua terceira Liga dos Campeões da UEFA. Foi a cereja do bolo de uma temporada perfeita para a equipe catalã, que já havia conquistado Copa do Rei e o Campeonato Espanhol. Com isso o Barcelona foi o primeiro clube espanhol a levar esses três canecos na mesma temporada, conquistando assim a chamada tríplice coroa.

Com todos os méritos, essa equipe pode ser considerada a melhor de todos os tempos do Barcelona. É um time que justifica aquela velha máxima futebolistica de que a melhor defesa é o ataque. E que ataque! Eto'o, Henry e acima de tudo Messi. O talentoso argentino é com toda a razão o melhor do mundo, até agora, em 2009. E com sua grande atuação diante do Manchester na final da Liga dos Campeões, ele desbancou o atual melhor do mundo Cristiano Ronaldo e provavelmente vai ser eleito o número 1 em Janeiro de 2010, essa tem sido a senha nos últimos anos. Kaká e Cristiano Ronaldo comandaram respectivamente Milan e Manchester United nos títulos europeus de 2007 e 2008 e logo depois foram premiados como os melhores.

O que pode carimbar de vez o passaporte de Messi para ser o melhor do planeta é o título mundial, que agora será disputado em Abu Dhabi (Emirados Árabes), no final do ano. Alias essa é uma conquista que falta ao Barcelona, que não tem um bom retrospecto na competição. Das outras duas vezes em que disputou o torneio perdeu o título para times brasileiros. Em 1992 foi derrotado por 2 a 1 para o São Paulo e em 2006 o algoz foi o Internacional, derrotando os catalães por 1 a 0. Será que dessa vez o Barça vai conseguir enfim ser campeão do mundo? Ou vai ter algum time brasileiro para atrapalhar?

Até a próxima!


sábado, 23 de maio de 2009

Clássicos da memória: Flamengo 3 x 1 Vasco (27/05/01)

Petkovic comemora depois do histórico gol do tri.

E para inaugurar o blog, trago a vocês um dos jogos mais marcantes da minha vida. Como um bom flamenguista, guardo na memória esse Flamengo e Vasco, e aquele não foi um clássico qualquer. Era a terceira vez consecutiva que os dois times disputavam o título Estadual. Nas outras duas vezes tinha dado Flamengo e os vascaínos não estavam dispostos a perder mais essa decisão.

Também puderá, O Vasco era o atual Campeão Brasileiro (Copa João Halvelange) e tinha um dos melhores times do país. Nomes como Euller, Juninho Paulista e dos tetracampeões mundiais Viola e Jorginho faziam parte daquele elenco, tinha ainda um jogador que dispensa apresentações: o baixinho Romário, que contundido não pode jogar aquela decisão.

Pelo lado do Flamengo a base era quase a mesma do Estadual anterior, com algumas mudanças. Uma delas foi o "capetinha" Edilson, que tinha chegado ao clube na última temporada e que se tornou o artilheiro daquele Carioca, desbancando Romário, e sendo decisivo na grande final ao lado do sérvio Petkovic. O goleiro Julio César também fo muito importante, fazendo defesas milagrosas.

Os 60 mil presentes na tarde daquele 27 de maio de 2001 assistiram um jogo digno de uma grande final, emocionante até o fim. Depois de perder a primeira partida por 2 a 1, os rubro-negros teriam que vencer por dois gols de diferença para ser campeão. Empate ou a derrota por um gol de diferença davam o título ao Vasco, que tinha essa vantagem de dois resultados iguais por ter feito melhor campanha. Nervoso, o Flamengo começou o jogo pressionando enquanto os vascaínos assustavam com perigosos contra-ataques. Numa dessas Viola quase abriu o placar, mas Julio César fez grande defesa. Mas quem realmente abriu o placar foi o Flamengo aos 23 minutos, o lateral-esquerdo Cássio sofreu penalti. Edilson bateu e fez 1 a 0, só faltava mais um gol para ser campeão.

Mas o Vasco não se deu por vencido e foi buscar o empate, primeiro Euller teve um gol anulado por impedimento. Depois de várias chances criadas, aos 40 minutos de jogo, Juninho Paulista deixou tudo igual depois de receber de Viola dentro da área. Ele ainda poderia ter decidido o jogo, porém Julio César mais uma vez salvou o Fla. Com o fim do primeiro tempo o Vasco estava numa boa, podendo ainda se dar o luxo de levar mais um gol, que conquistaria o título mesmo assim.

E o Flamengo voltou para a segunda etapa empurrado pela sua torcida, que acreditava o tempo todo na reação. Aos 8 minutos a estrela de Petkovic começou a brilhar, depois de boa jogada pela ponta esquerda, o sérvio cruzou na medida para Edilson cabecear e fazer 2 a 1 para o delírio da galera rubro-negra. Depois disso foi só pressão vascaína com Juninho Paulista batendo uma falta no travessão e com Euller driblando o goleiro e perdendo o ângulo na hora do chute. Com grandes defesas, Julio César já estava se tornando o herói daquela tarde, mas de nada adiantaria todo aquele esforço se o Flamengo não fizesse mais um gol.

Aos 43 minutos da etapa final, a torcida vascaína já comemorava o título, fazendo a festa no Maracanã. Porém o Flamengo tinha uma falta na entrada da área a seu favor. A torcida erque as mãos, mandando boas energias para o campo. Enquanto isso o camisa 10 se posiciona para a cobrança. "Se fosse o Zico com certeza era gol", alguem deve ter falado. Não era o Galinho de Quintino, que cobrava faltas como aquela como se fosse com as mãos, fazendo com que os goleiros pulassem em vão para pegar uma bola que era na maioria das vezes indefensável. Era Petkovic quem iria bater, ele já tinha batido outras faltas durante a partida que nem incomodaram o goleiro Hélton. Mas dessa vez, como se tivesse encarnado o eterno camisa 10 rubro-negro, Petkovic chutou a bola com perfeição. Ela passou por cima da barreira e entrou bem no ângulo esquerdo do goleiro cruzmaltino, que se esticou todo, mas não conseguiu defender aquela bola que era realmente indefensável.

O Maracanã quase foi abaixo tamanha foi a festa em vermelho e preto, que naquele momento começava invadir a cidade do Rio de Janeiro e durou a noite toda. Eu, então com 14 anos, assisti o jogo de casa e vibrei muito com aquele gol, que até hoje me emociona quando vejo o vídeo no youtube.





Ficha Técnica:

Local: Maracanã, Rio de Janeiro.

Data: 27/05/2001.

Árbitro: Léo Feldman (RJ).

Público: 60.038 pagantes.

Advertências: Vasco: Helton, Jorginho Paulista, Juninho Paulista, Cleberson e Fabiano Eller; Flamengo: Juan e Beto.

Gols: Edílson (FLA) 23'/1ºT, Juninho Paulista (VAS) 40'/1ºT, Edílson (FLA)8'/2ºT e Petkovic (FLA) 43/2ºT.

VASCO: Helton, Clebson, Geder (Odvan), Torres e Jorginho Paulista; Fabiano Eller, Paulo Miranda, Pedrinho (Jorginho) e Juninho Paulista; Euller e Viola (Dedé). Técnico: Joel Santana.

FLAMENGO: Júlio César, Alessandro(Maurinho), Fernando, Juan, Cássio, Leandro Ávila, Rocha, Beto(Jorginho), Petkovic, Reinaldo(Roma) e Edílson. Técnico: Zagallo.

Espero que tenham gostado!

Até a próxima!