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domingo, 26 de junho de 2011

Paixão de torcedor

Pavone chora após perder pênalti que poderia ter salvado seu time.


Escrevo esse post agora, minutos depois do término do empate de 1 a 1 entre River Plate e Belgrano, que decretou a queda do "milionários", maior campeão da história do campeonato argentino, para a segunda divisão pela primeira vez em sua centenária história. A partida não terminou da forma tradicional, pois o juiz não deu o apito final, antes que isso pudesse acontecer,pois o clima fechou no Monumental de Nuñes. Grande parte chorava e entoava cânticos de amor ao clube e uma minoria tentava invadir o campo, sendo contida pela imediatamente pela polícia que jogava água na "hincha" revoltosa.

Embora não tenha feito uma má campanha na última edição do torneio o Ríver foi punido pelo pífio desempenho nas últimas edições dos torneios Apertura e Clausura. É porque lá na Argentina o rebaixamento é definido de forma diferente do Brasil e da Europa. Assim como acontece em alguns outros torneios nacionais aqui na América do Sul, o rebaixamento é definido por uma média de desempenho da equipe nas últimas edições do campeonato, sendo que os recém-promovidos só tem a média do ano que disputou. Por exemplo, um time que foi promovido agora da segunda divisão, no final do campeonato, na hora de calcular a média, só vai ter a desse ano para ser dividida o que torna muito mais difícil sua permanência na elite.

Esse sistema foi criado nos anos 80 e como se percebe, a ideia é justamente proteger os grandes clubes do rebaixamento, uma vez que para que isso aconteça ele tem que ter feito péssimas campanhas nos últimos três anos. Foi justamente o que aconteceu com o River, após duas temporadas ruins, ficando na lanterna em uma delas, de nada adiantou a campanha regular que teve na temporada atual.

O regulamento ainda previa outra colher de chá. Os dois piores entre os 20 times, na média, ao final de cada temporada (Apertura e Clausura juntos) caem. Porém os 17º e 18º na tabela de rebaixamento disputam um playoff contra terceiro e quarto colocados da segunda divisão. Como o River terminou na 18ª colocação ainda teve a chance de se safar em dois jogos contra o Belgrano, terceiro colocado da divisão de acesso. Mas o time da capital não soube aproveitar mais essa chance e após perder o primeiro jogo fora por 2 a 0, empatou em casa como foi dito no primeiro parágrafo.

Sofrimento da torcida


Torcida do River em um misto de tristeza e revolta.


A torcida do River Plate fez a parte dela, superlotou o Monumental de Nuñes e deu o seu show a parte empurrando o time durante todo o jogo. Alias essa é uma característica muito marcante das torcidas na Argentina, até mais do que no Brasil, eles são apaixonados pelos clubes, entoando cânticos de amor eterno por eles, até mesmo quando o momento não é dos mais favoráveis. A "hincha" branca e vermelha sofreu muito quando o relógio já passava dos 40 minutos do segundo tempo e o rebaixamento já era uma questão de poucos minutos. A cada rosto mostrado pelas câmeras de TV se via claramente a agonia, o choro e em alguns casos a revolta desses indivíduos que passam por diversos problemas na vida e que tem muitas vezes no futebol a válvula de escape para deixar de lado essas adversidades, é realmente triste.

No futebol brasileiro, grandes clubes já passaram pela mesma situação, deixando inconsoláveis seus torcedores. Casos mais recentes e marcantes são o do Corinthians que foi rebaixado em 2007 e o do Vasco em 2008, esse último nos remete ainda aquela cena marcante e quase trágica do torcedor que tentou o suicídio, quase pulando da cobertura do estádio de São Januário. Nos dois casos os clubes deram a volta por cima com apoio de suas torcidas apaixonadas. Ambos se reestruturaram, voltaram a primeira divisão e conquistaram títulos importantes, de âmbito nacional.


Torcedor do Vasco, felizmente contido pelos bombeiros.


Então fica a lição para o River Plate. Que essa estadia na segunda divisão seja breve e sirva para que o clube reveja alguns conceitos e se reinvente. Podendo assim voltar a elite, fazendo frente novamente ao seu maior rival Boca Juniors. Não tenho dúvidas que aqueles torcedores que estavam hoje no Monumental de Nuñes, junto com muitos outros de vários lugares da Argentina irão ter uma participação especial em todo esse processo.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Geração Fenômeno!

Apogeu de Ronaldo: dois gols na final da Copa de 2002.


O assunto foi disparado o mais comentado pela imprensa brasileira e mundial, esportiva ou não! A aposentadoria de Ronaldo, assim como foi em toda sua carreira, chamou bastante atenção. Muitos acharam que ainda era cedo para parar, porém a maioria seguia o consenso de que já era hora do Fenômeno aposentar as chuteiras.

Eu por exemplo sou um defensor dessa ideia, por tudo que fez pelo futebol, Ronaldo deveria ter se despedido do futebol em 2009, naquele que foi o seu último lampejo de craque. Quando ajudou o Corinthians a ganhar o Paulista e a Copa do Brasil. Depois disso, lesões e hábitos que não batiam muito bem com o de um jogador profissionais o fizeram engordar e perder ainda mais a mobilidade, algo que já estava perdendo gradualmente desde os tempos de Real Madrid.

De qualquer forma Ronaldo vai deixar saudades, por tudo que ele fez pelo futebol mundial. Principalmente para aqueles que como eu estão na faixa dos 20-25 anos, que cresceram acostumados a ver o Fenômeno brilhando com a camisa da Seleção ou dos grandes europeus como o Barcelona e a Inter. Quantas vezes vibramos diante da tv com aquele futebol que aliava uma técnica apurada com bastante velocidade? Por isso fazemos parte da geração fenômeno, crescemos sobre a influência da camisa 9, quem não queria ser o Ronaldo nas peladas da rua?

Eu particularmente comecei a acompanhar o futebol espanhol e a torcer pelo Barcelona por causa dele, muito antes de Messi e cia encantarem o planeta. Torci por ele na Copa de 2002 quando ninguém mais acreditava que o Fenômeno jogaria futebol, depois daquela grave lesão. Alias, ele já poderia ter encerrado sua vitoriosa carreira ali, que já estaria consagrado.

Porque depois disso Ronaldo começou a manchar a sua imagem, primeiro com os torcedores do Barcelona ao ir jogar no Real Madrid, aonde começou a conviver com o problema do peso. Em 2007 foi para o Milan, deixando raivosos os torcedores azuis da outra metade da cidade, que já estavam magoados com ele por ter deixado a Inter do que jeito que deixou.

Para completar ele assinou com o Corinthians, após fazer boa parte da recuperação de sua segunda cirurgia grave no Flamengo, clube no qual sempre jurou ser torcedor e que envergonhou ao aparecer com o manto naquele estranho escândalo com os travestis. Isso demonstra que podemos dividir o Ronaldo em duas partes distintas: a primeira é a do craque implacável, maior expoente do futebol brasileiro nos últimos anos. A segunda é a da pessoa sem muito caráter, movido pelo dinheiro de seus patrocinadores.

De qualquer forma, o que vai ficar para a história será o seu legado como o maior artilheiro da história das Copas do Mundo e como o melhor do planeta nos anos de 1996, 1997 e 2002. Para nós será estranho o futebol sem Ronaldo, mas devemos nos acostumar, assim como aconteceu com o Romário quando ele se aposentou em 2008, alias eles dois e também o Ronaldinho Gaúcho foram os dois maiores jogadores que eu vi jogar nesses meus vinte e poucos anos de vida.



Até a próxima pessoal!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

A casa caiu no Corinthians

Fiel exige pelo menos o Brasileiro no centenário.

O tal aguardado ano do centenário do Corinthians parece que está indo para o telhado. Desde o fim do ano passado o clube se movimentava para montar um grande time, contratando jogadores de nome para ajudar Ronaldo e Dentinho a conquistar um dos poucos títulos que faltam no Parque São Jorge: a Libertadores da América.

Nomes como os dos meio-campistas Danilo (ex-São Paulo), Tcheco (ex-Grêmio), Iarley (ex-Goiás) e o mais badalado deles, o lateral esquerdo pentacampeão Roberto Carlos, que estava no Fenerbahce da Turquia deixaram o Corinthians com um ar galático, tal qual um Real Madrid tupiniquim. Porém a equipe demorou a se entrosar e sequer chegou a final do campeonato paulista, vencido pelo Santos de Ganso e Neymar.

O sonho da Libertadores foi por água abaixo com gols do Império do Amor. Adriano e Vagner Love ajudaram o Flamengo a eliminar os corintianos nas oitavas de final da competição. Passado o trauma pós-eliminação o campeonato brasileiro passou ser a principal obsessão.

Tudo parecia ir bem, o clube liderava a competição desde o começo, sendo seguido de perto pelo Fluminense, mesmo após a parada para a Copa, o Timão manteve o pique. A coisa começou a mudar quando Dunga foi demitido da Seleção Brasileira. Depois da recusa de Muricy Ramalho, a alta cúpula da CBF foi direto ao Parque São Jorge, atrás de Mano Menezes.

Ao contrário do colega tricolor, Mano não pensou duas vezes e aceitou o convite. Para substituir o treinador que levou o Timão de volta à elite, a diretoria investiu em Adilson Batista que estava sem clube desde que saiu do Cruzeiro. Ele estreou com um empate em 1 a 1 com o arquirrival Palmeiras, depois disso foram mais 16 partidas, com sete vitórias, três empates e três derrotas. Números que não seriam tão ruins assim se não fosse o fato de que nos últimos jogos o time não conseguiu vencer, foram duas derrotas e três empates, essa última diante do Atlético-GO, lanterna da competição.

E agora José? Ou melhor, e agora presidente Andrés Sanchez? Quem você irá escolher para apagar esse incêndio no Parque São Jorge? Joel Santana? Tite? Antonio Lopes? Leão? Seja quem for, terá de ser muito corajoso para aceitar esse desafio de vencer ou vencer o Brasileiro, porque caso contrário, terá de sentir toda a irá da fiel torcida corintiana.