Mostrando postagens com marcador Carioca. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Carioca. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Flamengo vence o Volta Redonda na estreia do Carioca

O Flamengo venceu o Volta Redonda por 2 a 0 na noite desta quarta-feira no Engenhão e estreou com vitória na Taça Guanabara, o primeiro turno do Campeonato Carioca. Se as duas maiores contratações rubro-negras para temporada 2011, Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves, não puderam entrar em campo. Outros dois reforços bem menos badalados fizeram a diferença.

Vander e Wanderley marcaram os gols da noite, ajundando o Flamengo a conquistar os primeiros três pontos na competição, que lhe garantem a liderança provisória do grupo A. Mesmo sentindo a falta de ritmo, o rubro-negro começou a partida indo para cima do Volta Redonda, mas a primeira chance real de gol foi aos nove minutos com Renato Abreu. O meia chutou de fora da área, dando trabalho ao goleiro Mauro.

Com o time da cidade do aço jogando na defesa, o Flamengo criava com dificuldade e esbarrava sempre na zaga ou no goleiro Mauro. Porém quase no fim da primeira etapa, aos 41 minutos, o time da Gávea conseguiu abrir o placar. Vander, que já vinha se destacando na partida, partiu pela direita deixando Ramdamés para trás e tocou para o meio, mas a bola desviou em Padovani e entrou, enganando o goleiro.

No segundo tempo o Volta Redonda foi para cima do Flamengo e criou boas chances com Thiago Maciel, que Jean (ex-Fla) desperdiçou aos dois minutos e aos nove quando Glauber obrigou o goleiro Felipe a fazer ótima defesa de mãos trocadas. A resposta rubro-negra foi com um chute de Egídio que tirou tinta do gol, aos 11 minutos.

Logo em seguida, Luxemburgo resolveu sacar o inoperante Deivid e o meia Fierro, que até jogava bem. Entraram respectivamente Wanderley e Marquinhos, ambos foram responsáveis pela melhora do Flamengo na partida. O atacante, que estreava em jogos oficiais, mostrou que tem estrela e no seu primeiro lance aos 15 minutos, escorou um cruzamento de Léo Moura e deu números finais a partida. Marquinhos quase fez o dele também aos 45, mas chutou para fora depois de entrar livre na área.

No próximo domingo o Flamengo encara o América no estádio Giulite Coutinho em Mesquita. O jogo deve marcar a estreia de Thiago Neves, já Ronaldinho Gaúcho terá que esperar um pouco mais para jogar.

Ficha técnica:

FLAMENGO: Felipe; Léo Moura, Welinton, David Braz e Egídio; Willians, Fernando, Fierro (Marquinhos) e Renato; Vander e Deivid (Wanderley). Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

VOLTA REDONDA: Mauro; Thiago Maciel, Avalos, Padovani e Fabinho; Jonilson, Radamés (Adenis), Leandrinho e Lopes (Gláuber); Gilmar (Tássio) e Jean. Técnico: Márcio Bittencourt.

Estádio: João Havelange (Engenhão), Rio de Janeiro.
Data: 19 de janeiro.

Árbitro: Pathrice Maia.
Auxiliares: Rodrigo Pereira Joia e Silbert Faria Sisquim.

Gols: Vander, aos 41 minutos do primeiro tempo; Wanderley, aos 15 minutos do segundo tempo.

Cartões amarelos: Fabinho (Volta Redonda).

Público: 6.881 pagantes (7.804 presentes).

Renda: R$ 137.170,00

sábado, 2 de outubro de 2010

Zico: Eterno ídolo injustiçado pela minoria

Zico sozinho não faz milagre


Ontem, no primeiro dia do mês de outubro, todo torcedor rubro-negro sentiu um misto de tristeza e indignação ao se depararem com a carta de despedida de Zico do Flamengo. O Galinho não aguentou a pressão que sofria dentro do próprio clube, capitaneada pelo presidente do Conselho Fiscal do clube, autodenominado "Capitão Léo".

Todo mundo que o Zico é simplesmente o maior ídolo da história do clube da Gávea, deu aos rubro-negros as maiores glórias possíveis a um time brasileiro: sete estaduais, quatro brasileiros e os mais importantes de todos, a Libertadores e o Mundial Interclubes. Ele também é o maior artilheiro da história do clube com 504 gols. Se o Flamengo tem hoje a maior torcida do Brasil, com mais de 35 milhões de apaixonados, grande parte é por causa do Zico. Uma geração viu o Galinho de Quintino brilhar intensamente no Maracanã, se não de corpo presente no estádio, pela TV ou pelas ondas do rádio. A geração posterior, infelizmente, só pôde vê-lo através de reprises e das histórias contatas sobre ele (eu sou um desses admiradores póstumos).

Agora como dirigente ele pode não ter tido a mesma maestria dos tempos em que comandava o meio-campo vermelho e preto com o número 10 nas costas. Cometeu alguns erros, como manter por tempo demais o técnico Rogério Lourenço e apostar em jogadores de talento dúvidoso (entenda-se Val Baiano). Porém a proposta de Zico quando assumiu o cargo, em uma emocionante apresentação no dia 1º de junho desse ano, ele estava disposto a reorganizar o futebol rubro-negro pela raíz. Começando justamente pelas categorias de base, para reforçar aquela velha máxima de que "craque o Flamengo faz em casa". Estava também nos planos o término das obras do CT do Ninho do Urubu.

Porém Zico acabou sendo conduzido a um outro caminho, assumindo de frente a gerência do plantel rubro-negro. Ele até tentou trazer o ex-jogador Emerson para exercer essa função, mas tal contratação nunca foi possível. Com o tempo as coisas foram piorando, surgiram acusações infundadas contra Zico e seus filhos, que teriam lucrado com venda de jogadores para o clube e mais recentemente a de que a parceria Flamengo/CFZ estaria terceirizando as categorias de base do clube. Vale lembrar que nenhuma dessas acusações tem provas para validar tais atos. Elas só serviram para magoar e desgastar o relacionamento do Galinho com o clube, levando ele a se desligar do cargo, alegando estar atrapalhando o Flamengo.

Sim, ele estava atrapalhando o Flamengo, não o Flamengo que todos nós amamos e sim o Flamengo sujo, dos jogos de poder de pessoas que não devem nem gostar de futebol, mas que gostam de dinheiro, isso sim. O responsável por todas essas desconfianças foi o já citado presidente do Conselho Fiscal do clube: Capitão Léo, ex-chefe da torcida Jovem-Fla, que tem passagens pela polícia e já foi ligado a nomes como Edmundo dos Santos Silva e Eduardo Viana, o “Caixa D’Água”. Como um cara desses pode se declarar rubro-negro? Lamentável.

A presidente rubro-negra Patrícia Amorim perdeu um grande aliado e dificilmente conseguirá mudar alguma coisa. Não foi só o Flamengo que perdeu com a saída de Zico, o futebol carioca em geral perdeu mais uma grande oportunidade de se livrar da velha sujeira e voltar a ser referência (se é que já foi um dia).

Creio que o sonho ficou mais distante, mas não impossível. Fica a lição de que para se reestruturar o Flamengo terá que não só mudar um ou dois nomes, pois como diz o já batido ditado: uma andorinha só não faz verão, e sim tirar a corja inteira de abutres que rondam a tempos a Gávea. Sonho ver no futuro o Zico de volta como presidente e o Leonardo como gerente de futebol e com eles os verdadeiros rubro-negros, como Junior, Andrade, Adílio, entre outros que sempre honraram o verdadeiro Flamengo.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Balanço do final do Carioca 2010



E o campeonato Carioca de 2010 chegou ao fim mais cedo do que o esperado. O Botafogo não deu mole para o azar e, depois de ganhar a Taça Guanabara em cima do Vasco, tratou de liquidar a fatura vencendo também a Taça Rio, diante do Flamengo, conquistando assim os dois turnos, eliminando assim a possibilidade de disputar mais uma final de campeonato contra o time da Gávea. Também puderá, depois de perder o título nos últimos 3 anos para o arquival, os alvinegros dessa vez mataram logo a parada, garantindo assim o 19° título Estadual na sua galeria de troféus.

E o time de General Severiano foi campeão com autoridade, pois foi o time mais regular do campeonato. Todo mundo irá lembrar dos vexatórios 6 a 0 impostos pelo Vasco lá no começo da Taça Guanabara, mas foi literalmente um sacode para o Botafogo, porque depois dali o técnico Estevam Soares foi demitido. Uns dizem até que o time fez corpo mole para que o treinador caisse, só que eu não acredito muito nisso, pelo menos me recuso a acreditar, que um grupo de jogadores seja capaz de manchar a história de um clube só pra desestabilizar o técnico.

Joel Santana foi contratado para arrumar a casa e, não só arrumou, como mudou a decoração e a estrutura do time botafoguense. Começando pela especialidade dele que é armar defesas firmes e sólidas. Ele também apostou na estrela do garoto Caio, que virou uma espécie de reserva de luxo da equipe, entrando sempre no segundo tempo e ajudando a equipe com gols preciosos. A dupla de ataque titular, formada pelo argentino Herrera e pelo uruguaio "El Loco" Abreu, demorou um pouco, mas engrenou na hora certa.

Não vou nem comentar as atuações contra os chamados times pequenos, que como eu disse posts atrás está em um nível muito abaixo dos grandes. Então avaliando o retrospecto botafoguense nos clássicos, podemos ter uma dimensão da boa campanha. Depois da já comentada goleada para o Vasco, teve uma vitória por 2 a 1 sobre o Flamengo nas semi-finais da Taça Guanabara e uma revanche contra os cruzmaltinos na final do turno, vencida por 2 a 0. Na Taça Rio foi a vez de enfrentar os adversários do outro grupo, o alvinegro empatou com o Flamengo por 2 a 2 (mais uma vez, talvez esse seja o placar mais repetido nos confrontos entre as duas equipes) e uma derrota para o Fluminense por 2 a 1, depois de sair em vantagem no marcador. Porém o troco veio nas semi-finais: 3 a 2 para o Glorioso, também de virada.

Na decisão contra o Flamengo, tudo se encaminhava para mais um 2 a 2. O Botafogo tinha inaugurado o placar com Herrera de pênalti, mas Vagner Love empatou no finalzinho do primeiro tempo. Na etapa complementar, outro pênalti para o Botafogo e Loco Abreu, todo desengonçado, fez 2 a 1. O Flamengo poderia ter empatado em outro pênalti, só que o bom goleiro Jeferson pegou a cobrança displicente do Imperador. E o jogo terminou assim, para a alegria dos botafoguenses que estavam mais felizes em fazer o Flamengo vice, do que serem realmente campeões.

Título conquistado com todo o mérito, mas a equipe precisa se reforçar se quiser ir longe no Brasileirão. A principal carência do time, na minha opinião, é a de um meia de armação, um tradicional camisa 10. Lúcio Flávio não tem mais condições de exercer essa função, faz tempo que ele não joga bem e já está bastante desgastado com a torcida. Com ou sem reforços, o Botafogo estreia contra o time que é a sensação do momento: O Santos e os seus meninos da Vila, Neymar, Ganso e cia. Nem preciso dizer que a parada será dura.

Até a próxima!