quinta-feira, 14 de outubro de 2010

A casa caiu no Corinthians

Fiel exige pelo menos o Brasileiro no centenário.

O tal aguardado ano do centenário do Corinthians parece que está indo para o telhado. Desde o fim do ano passado o clube se movimentava para montar um grande time, contratando jogadores de nome para ajudar Ronaldo e Dentinho a conquistar um dos poucos títulos que faltam no Parque São Jorge: a Libertadores da América.

Nomes como os dos meio-campistas Danilo (ex-São Paulo), Tcheco (ex-Grêmio), Iarley (ex-Goiás) e o mais badalado deles, o lateral esquerdo pentacampeão Roberto Carlos, que estava no Fenerbahce da Turquia deixaram o Corinthians com um ar galático, tal qual um Real Madrid tupiniquim. Porém a equipe demorou a se entrosar e sequer chegou a final do campeonato paulista, vencido pelo Santos de Ganso e Neymar.

O sonho da Libertadores foi por água abaixo com gols do Império do Amor. Adriano e Vagner Love ajudaram o Flamengo a eliminar os corintianos nas oitavas de final da competição. Passado o trauma pós-eliminação o campeonato brasileiro passou ser a principal obsessão.

Tudo parecia ir bem, o clube liderava a competição desde o começo, sendo seguido de perto pelo Fluminense, mesmo após a parada para a Copa, o Timão manteve o pique. A coisa começou a mudar quando Dunga foi demitido da Seleção Brasileira. Depois da recusa de Muricy Ramalho, a alta cúpula da CBF foi direto ao Parque São Jorge, atrás de Mano Menezes.

Ao contrário do colega tricolor, Mano não pensou duas vezes e aceitou o convite. Para substituir o treinador que levou o Timão de volta à elite, a diretoria investiu em Adilson Batista que estava sem clube desde que saiu do Cruzeiro. Ele estreou com um empate em 1 a 1 com o arquirrival Palmeiras, depois disso foram mais 16 partidas, com sete vitórias, três empates e três derrotas. Números que não seriam tão ruins assim se não fosse o fato de que nos últimos jogos o time não conseguiu vencer, foram duas derrotas e três empates, essa última diante do Atlético-GO, lanterna da competição.

E agora José? Ou melhor, e agora presidente Andrés Sanchez? Quem você irá escolher para apagar esse incêndio no Parque São Jorge? Joel Santana? Tite? Antonio Lopes? Leão? Seja quem for, terá de ser muito corajoso para aceitar esse desafio de vencer ou vencer o Brasileiro, porque caso contrário, terá de sentir toda a irá da fiel torcida corintiana.

sábado, 2 de outubro de 2010

Zico: Eterno ídolo injustiçado pela minoria

Zico sozinho não faz milagre


Ontem, no primeiro dia do mês de outubro, todo torcedor rubro-negro sentiu um misto de tristeza e indignação ao se depararem com a carta de despedida de Zico do Flamengo. O Galinho não aguentou a pressão que sofria dentro do próprio clube, capitaneada pelo presidente do Conselho Fiscal do clube, autodenominado "Capitão Léo".

Todo mundo que o Zico é simplesmente o maior ídolo da história do clube da Gávea, deu aos rubro-negros as maiores glórias possíveis a um time brasileiro: sete estaduais, quatro brasileiros e os mais importantes de todos, a Libertadores e o Mundial Interclubes. Ele também é o maior artilheiro da história do clube com 504 gols. Se o Flamengo tem hoje a maior torcida do Brasil, com mais de 35 milhões de apaixonados, grande parte é por causa do Zico. Uma geração viu o Galinho de Quintino brilhar intensamente no Maracanã, se não de corpo presente no estádio, pela TV ou pelas ondas do rádio. A geração posterior, infelizmente, só pôde vê-lo através de reprises e das histórias contatas sobre ele (eu sou um desses admiradores póstumos).

Agora como dirigente ele pode não ter tido a mesma maestria dos tempos em que comandava o meio-campo vermelho e preto com o número 10 nas costas. Cometeu alguns erros, como manter por tempo demais o técnico Rogério Lourenço e apostar em jogadores de talento dúvidoso (entenda-se Val Baiano). Porém a proposta de Zico quando assumiu o cargo, em uma emocionante apresentação no dia 1º de junho desse ano, ele estava disposto a reorganizar o futebol rubro-negro pela raíz. Começando justamente pelas categorias de base, para reforçar aquela velha máxima de que "craque o Flamengo faz em casa". Estava também nos planos o término das obras do CT do Ninho do Urubu.

Porém Zico acabou sendo conduzido a um outro caminho, assumindo de frente a gerência do plantel rubro-negro. Ele até tentou trazer o ex-jogador Emerson para exercer essa função, mas tal contratação nunca foi possível. Com o tempo as coisas foram piorando, surgiram acusações infundadas contra Zico e seus filhos, que teriam lucrado com venda de jogadores para o clube e mais recentemente a de que a parceria Flamengo/CFZ estaria terceirizando as categorias de base do clube. Vale lembrar que nenhuma dessas acusações tem provas para validar tais atos. Elas só serviram para magoar e desgastar o relacionamento do Galinho com o clube, levando ele a se desligar do cargo, alegando estar atrapalhando o Flamengo.

Sim, ele estava atrapalhando o Flamengo, não o Flamengo que todos nós amamos e sim o Flamengo sujo, dos jogos de poder de pessoas que não devem nem gostar de futebol, mas que gostam de dinheiro, isso sim. O responsável por todas essas desconfianças foi o já citado presidente do Conselho Fiscal do clube: Capitão Léo, ex-chefe da torcida Jovem-Fla, que tem passagens pela polícia e já foi ligado a nomes como Edmundo dos Santos Silva e Eduardo Viana, o “Caixa D’Água”. Como um cara desses pode se declarar rubro-negro? Lamentável.

A presidente rubro-negra Patrícia Amorim perdeu um grande aliado e dificilmente conseguirá mudar alguma coisa. Não foi só o Flamengo que perdeu com a saída de Zico, o futebol carioca em geral perdeu mais uma grande oportunidade de se livrar da velha sujeira e voltar a ser referência (se é que já foi um dia).

Creio que o sonho ficou mais distante, mas não impossível. Fica a lição de que para se reestruturar o Flamengo terá que não só mudar um ou dois nomes, pois como diz o já batido ditado: uma andorinha só não faz verão, e sim tirar a corja inteira de abutres que rondam a tempos a Gávea. Sonho ver no futuro o Zico de volta como presidente e o Leonardo como gerente de futebol e com eles os verdadeiros rubro-negros, como Junior, Andrade, Adílio, entre outros que sempre honraram o verdadeiro Flamengo.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Esse é o Brasil que queremos ver!

Essa escalação poderia ter jogado mês passado.

Deu gosto de ver a renovada seleção brasileira no amistoso de agora pouco contra os EUA. Renovada mesmo, pois o jogador mais velho, o goleiro Victor do Grêmio, com 27 anos. Com os meninos da Vila, Pato entre outros, o Brasil começou nervoso, não se encontrando em campo e deixando os americanos chegarem. Mas não levou mais de 15 minutos para esse panorama mudar.

Aos poucos os dribles foram surgindo, frutos do ousado esquema montado pelo técnico Mano Menezes. Um 4-3-3 com dois volantes que sabem jogar, Lucas e Ramires. Bem diferente da dupla que foi a Copa, com o competente, porém limitado Gilberto Silva e o desorientado Felipe Melo.

A camisa 10 ficou a cargo de Ganso que assim como Kaká no time de Dunga, era o único meia avançado. A diferença é que em vez de 3 volantes, a seleção jogou com 3 atacantes mortais: Robinho, Pato e Neymar. Esses últimos foram responsáveis pelos gols do jogo.

No gol, como já disse, Víctor do Grêmio. Que é um grande goleiro, mas não o suficiente para barrar o melhor goleiro do mundo: Júlio Cesar. Na lateral, Daniel Alves (mais um remanescente da Copa) destoou um pouco do restante do time, não jogando bem. Na outra lateral, André Santos mostrou que também deveria ter ido ao mundial. Na zaga uma nova dupla pode estar surgindo: Thiago Silva e David Luiz. Substituindo simplesmente Juan e Lúcio, uma das melhores duplas da história da seleção, mas que não devem ter mais idade para jogar na Copa de 2014.

Ao todo foi muito bom ver o Brasil jogando como sempre jogou, como nunca deveria ter deixado de jogar. Como disse o Paulo Autuori, sendo o protagonista do jogo e não jogando na sobra do adversário. Neymar e Ganso não sentiram o peso da estreia, muito pelo contrário. O torcedor viu boas jogadas e até gol do atacante. É muito cedo ainda para prever como será em 2014, mas a primeira impressão foi pra lá de positiva.

Até a próxima!

sábado, 24 de julho de 2010

A bola pune, Muricy...

Muricy preferiu se arriscar no Fluminense do que na seleção.

No Brasil, todo jogador de futebol, profissional ou não, sonha em chegar à seleção brasileira. Naturalmente todo técnico brasileiro também. Porém Muricy Ramalho abriu mão desse sonho para permanecer no Fluminense.

Ele abriu mão de dirigir uma das seleções, senão a única, que tem 1001 opções de escalação, sempre mantendo o alto nível. Temos grandes estrelas que jogam nos grandes, médios e também pequenos clubes europeus e mais recentemente no oriente médio. Até mesmo com os escassos talentos que surgem no Brasileirão da para montar um time razoável, pelo menos competitivo.

Muricy preferiu prosseguir no Fluminense, depois de a diretoria, amparada sempre pelo forte patrocinador, ofereceu uma vantajosa renovação de seu contrato, que originalmente ia até dezembro. Há quem diga que essa renovação já estava para ser feita, com ou sem proposta da seleção. Mas acredito que esse assédio da CBF e a boa campanha no Brasileiro, alavancaram o acordo.

Resta saber se ele realmente fez a escolha certa a longo prazo. Pois todo mundo sabe o cargo de técnico do tricolor das Laranjeiras (assim como o de vários outros clubes brasileiros) é bem instável. Muricy poderia não resistir a uma série de maus resultados e voltar a dançar a dança do desempregado. Ele sofreria do seu próprio ditado: a bola as vezes pune.

Quem lucrou com isso foi Mano Menezes. De terceira opção, atrás de Felipão (que não quis voltar a seleção, por enquanto) e Muricy, o vitorioso técnico do Corinthians assume a seleção total possibilidade de sucesso, pois é bastante gabaritado.

Por enquanto é só!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Fúria de campeão!!!

Festa de campeã, depois de sempre bater na trave.


Depois de chegar em várias Copas do Mundo como favorito e decepcionar sua torcida sendo eliminado muitas vezes até na primeira fase, finalmente a Espanha, confirmando a aposta do polvo, entrou para o seleto grupo dos campeões. Seleto mesmo, daqueles que raramente aceitam novos membros. Já a Holanda, que pensou que finalmente ia soltar o grito de campeão, mais uma vez voltou a ser vice, tri vice, só não é o recordista porque a Alemanha tem um a mais.

A final foi disputada como toda final de Copa sempre é. O problema é que só uma equipe entrou disposta a jogar futebol e outra não. Enquanto a Espanha tentava fazer valer o seu futebol bonito e de toque de bola envolvente, a Holanda se preocupar em anular o adversário da pior das maneiras, na base da violência. E dessa forma ela foi punida, nem tanto pela arbitragem que deixou o time laranja bater a vontade, só expulsando um jogador na prorrogação quando não tinha mais como maneirar, já que ele tinha cartão amarelo e fez uma falta criminosa, daquelas que não tem como levar cartão.

Mesmo com boas chances de gol, dos dois lados, o jogo caminhava para um 0 a 0 chato, tal qual a final da Copa de 1994, decidida pelo nosso querido Baggio que isolou aquela bola na ultima cobrança de penalti. Porém Iniesta não deu mole ao azar com um gol histórico que o colocou no hall dos grandes jogadores da história da fúria, assim como outros notáveis do elenco como Puyol e Cassilas.

Nós brasileiros, que ficamos tão acostumados a ser campeões, de 1994 para cá, chegamos a três finais e ganhamos duas. Porém nas últimas duas edições, não passamos das quartas de final, não ficando nem entre os quatro melhores. Porém a próxima Copa, como todos estão carecas de saber, será aqui na nossa casa e não queremos outro resultado que não seja o título, para exorcizar de vez aquela história de "Maracanazzo". Para que isso aconteça, o futuro treinador da seleção terá que resgatar o estilo de jogo consagrado por nós e que, pelo menos nessa Copa, esteve do lado de Iniesta e cia, o do futebol arte.

Até mais!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

A voz do polvo é a voz de Deus...

Pelo visto vamos ter festa na Espanha, mas sem paella, por favor.


Faltam dois jogos para terminar essa edição da Copa do Mundo. O torneio, talvez por ter sido realizado na África,  teve diversas zebras. Quem poderia imaginar que a Itália, atual campeã, iria cair na primeira fase depois de perder para a Eslováquia e antes disso empatado com a Nova Zelândia? Já a atual vice eu já não esperava que fosse longe, porém foi pior do que eu pensava.

O medíocre desempenho dos "bleus" abriu espaço para o que pode ser a ressurreição de antigo gigante do futebol, o Uruguai. A celeste olímpica há anos não passava da fase de grupos e nas ultimas duas Copas, sequer se classificou. Porém na África eles conseguiram igualar um feito de 40 anos, ou seja, desde a Copa de 1970, de chegar até as semifinais. No entanto eles sucumbiram, assim como a seleção brasileira, ao poderio da laranja mecânica.

A Holanda não tem uma equipe tão vistosa quanto a do Carrossel da Copa de 1974, ou as gerações posteriores como as de Van Basten e Rijkaard nos anos 80 e a de Bergkamp e os irmãos De Boer. Mas essa geração realmente fez jus ao apelido, jogando um futebol mecânico, com cada jogador sendo um operário dentro de campo, cumprindo rigorosamente o que lhes é determinado. Exceto pelos expoentes da equipe: Robben e Sneijder, capazes de desequilibrar a partida a qualquer momento. Por isso são sérios candidatos ao prêmio de melhor jogador da Copa.

Para serem pela primeira vez campeões, os holandeses terão que vencer outra seleção ávida pelo título inédito. A Espanha, nas ultimas edições do mundial, sempre tem chegado como favorita e decepcionado. Dessa vez a Fúria foi mais longe do que nunca e vai disputar a sua primeira final. Essa geração que não conta mais com o talento de Raúl "Madrid" Gonzales, mas tem David Villa como seu sucessor natural. O artilheiro da Copa até o momento, com cinco gols, tem em sua retaguarda, jogadores excepcionais como Xavi, Iniesta e Xabi Alonso. Mesmo com todas essas credenciais, os espanhóis não tem empolgado muito nessa Copa, na segunda fase, venceu todos os seus adversários por 1 a 0, quase sempre com gol de Villa.

Porém no que depender do polvo Paul, fenômeno dessa Copa da África, a Espanha já pode comemorar o seu primeiro título mundial. Isso é claro se o Mick Jagger não resolver dar uma forcinha na torcida, a essa altura, nem uma das duas seleções quer o apoio do Rolling Stone mais pé frio da história das Copas.

Até a próxima!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Um jogo que poderia ter tido apenas um tempo!


Um dos muitos brasileiros que estão ganhando, ou pelo menos tentando ganhar, dinheiro depois da eliminação.

Há quem diga que o Brasil só jogou um tempo na última sexta-feira. Jogou bem e venceu por 1 a 0 da Holanda, com um lançamento primoroso de Felipe Melo para Robinho. Antes disso, outro gol do artilheiro santista foi corretamente invalidado por impedimento e quase no final, Maicon quase fez um gol a la Carlos Alberto Torres na final da Copa de 70, só faltou a bola entrar.

Dessa forma se esperava um segundo tempo matador, com a possibilidade de um goleada quem sabe. Mas não foi isso que vimos. O Brasil voltou a campo, mais tenso do que na primeira etapa e sem trazer consigo o futebol. Talvez ele tenha se enganado de vestiário e ido parar no lado dos holandeses. Se o time laranja praticamente não jogou na primeira metade da partida, jogou tudo e mais um pouco na segunda etapa, sobretudo explorando o nervosismo brasileiro, ora na bola, ora fazendo lamentavelmente um teatro, ao simularem faltas com catimba de deixar qualquer argentino com inveja.

Porém o que entristece o torcedor brasileiro é saber que se a seleção tivesse mantido a pegada, teria sem dúvidas se classificado para enfrentar o Uruguai nas semi-finais. E o grande vilão para esse descontrole não é o Felipe Melo (pelo menos não só ele) e sim o nervosismo. O time já entrou tenso, Robinho em menos de 5 minutos de jogo já queria brigar com um zagueiro holandês. A boa atuação e sobretudo o gol, maquiaram um pouco esse nervosismo.

Mas foi só as seleções mudarem de lado para tudo desmoronar, ainda mais depois do gol de empate, quando todo o time, do Julio César ao Luis Fabiano, se deixou abalar. Não era para tanto, com 1 a 1 era como se o jogo tivesse começado de novo, era só manter o nível do primeiro tempo. Mas pela forma como o gol foi sofrido, em uma falha coletiva dos já citados Julio César e Felipe Melo, talvez isso tenha aumentado ainda mais aquele nervosismo já existente.

Com o gol de Sneijder, que tem algo em torno de 1,75 de altura, de cabeça e dentro da área brasileira em meio aos nossos excelentes zagueiros, começou a desmoronar as chances de classificação, que ruiu de vez com a expulsão de Felipe Melo, que mostrou nessa Copa, definitivamente, que nunca deveria ter sido sequer convocado, espero que sirva de lição para o próximo treinador. O time virou um bando, partindo desesperadamente para o ataque, correndo o risco de levar mais gols, que felizmente não aconteceu, diminuindo assim a vergonha.

Já está ficando batida essa frase, mas é o único consolo no momento: 2014 é logo ali! E é mesmo, por enquanto resta escolher alguma seleção para torcer. Os botafoguenses já acolheram o Uruguai, por causa do Loco Abreu, mas eu devo torcer mesmo para a Holanda, por quem sempre eu tive simpatia, embora a melhor seleção até aqui no mundial seja a da Alemanha.

Por enquanto é só!

Até mais!