segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

86 vezes Lionel Messi

Gênio, monstro, D10s... não faltam adjetivos para descrever Lionel Messi. E nesse último domingo ele mais uma vez deixou bem claro, como um mais um são dois,  porque merece essas alcunhas. Com os dois gols marcados diante do Bétis, Messi chegou a incrível marca de 86 gols marcados em uma só ano, superando a marca anterior do alemão Gerd Müller, que havia balançado as redes 85 vezes no começo dos anos 70, mas precisamente em 1972, ou seja, exatos 40 anos. Só pra você ter uma ideia, o jogador mais badalado do futebol brasileiro atualmente, Neymar, fez 42 em 2012.




 Praticamente a metade do argentino. Esse foi apenas mais um dos diversos recordes que o pequeno grande jogador argentino quebrou nessa temporada. Ele já havia se tornado o maior goleador de uma edição da Liga Espanhola ao terminar a última edição do campeonato com 50 gols (em 38 jogos). Messi também deixou outra lenda do clube catalão, o espanhol Cesar Rodríguez, para trás duas vezes, primeiro passando os seus 232 e se tornando o maior goleador da história do clube e agora passando novamente a estrela dos anos 50, como o maior artilheiro de todos os tempos da Liga das Estrelas. 

 Os críticos do argentino vão alegar que jogando nesse timaço do Barcelona, com Iniesta, Xavi e Fábregas é mole, que na seleção argentina ele não brilha da mesma forma e que nunca ganhou uma Copa. Só que os malas de plantão esquecem que mesmo jogando bem acompanhado como Messi joga, o seu grande talento individual faz a diferença. Coloca só um jogador de mediano pra baixo no lugar dele pra ver se rende igual. Um Obina ou um Val Baiano da vida talvez até conseguissem marcar um ou dois golzinhos com um meio campo estrelado que nem o do Barça, mas dificilmente alcançariam tantas marcas e tampouco seriam três vezes consecutivas (e muito provavelmente vem um tetra por ai) escolhidos o melhor jogador do mundo. 

Sobre o argumento do rendimento de Messi na seleção argentina, basta assistir ao VT dos últimos jogos do camisa 10 pela sua seleção. Do recorde de 86 gols desse ano, 10 vieram com a camisa azul e branca. Agora o último argumento sobre o fato dele nunca ter ganho uma Copa do Mundo... bem, ele só tem 24 anos ainda tem várias chances de sair do zero nesse quesito (espero muito que não seja em 2014). Mas caso também ele não venha conquistar o maior torneio de seleções do planeta, não faz mal também. Ele faria parte de um seleto hall de lendas como Puskas, Platini e Zico. Traduzindo: se Messi não ganhar uma Copa do Mundo em sua carreira, o azar vai ser o da Copa do Mundo, porque o argentino já tem todas as credenciais para ficar de vez na história.

terça-feira, 12 de junho de 2012

O brilho eterno de Shevchenko

Shevchenko é ídolo.

Você que tem em média 25/30 anos, com certeza já vibrou muito jogando Pro Evolution Soccer (Winning Eleven, Bomba Patch e etc...)no seu Playstation, contando com os gols de um atacante fora de série: Shevchenko. E não era só no mundo dos games que ele arrebentava não. Principal nome do Milan no começo da última década, o ucraniano também é o principal jogador da história de sua seleção. 

 E foi exatamente nela que Shevchenko mostrou que mesmo aos 35 anos, sem estar 100% por causa de uma lesão, ainda é capaz de brilhar intensamente como em seus áureos tempos. Foi em plena estreia da Ucrânia na Eurocopa, jogando em casa com todo o apoio da torcida diante da Suécia. Do outro lado tinha Ibrahimovic, que é exatamente o que Sheva era há alguns anos, ou seja, referência no ataque do rubro-negro italiano e também principal nome de sua seleção. 

 Ibra até que tentou azedar a festa local abrindo o placar no começo do segundo tempo. No entanto Shevchenko fez questão de mostrar que ainda manda no pedaço e despachou os suecos com dois gols de cabeça que entraram para a história do futebol ucraniano. No estádio, todo em amarelo (cor das duas seleções, diga-se de passagem), aplausos e gritos de alegria e emoção entoavam pelos ares. 

Como o futebol é incrível tem o poder de criar mitos, levá-los ao ostracismo e depois traze-los de volta ao estrelato por causa de um único e histórico jogo. Quem foi rei, nunca perde a sua majestade e Shevchenko deixou isso bem claro na tarde essa segunda-feira no Estadio Olimpico de Kiev.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Aula de futebol

Craque, o Barcelona faz em casa.

No último dia 18 de dezembro, manhã no Brasil e princípio de noite em Yokohama no Japão. Era esperado um duelo de titãs entre aqueles que já são rotulados como os dois maiores craques da atualidade: Lionel Messi do Barcelona e Neymar do Santos, na final do Mundial de Clubes da FIFA. Porém parece que só o primeiro entrou em campo, e foi quase isso mesmo. 

Com seu estilo de jogo clássico, a equipe azul grená não deixou o time da Vila jogar, forçando-os a assistir de camarote uma verdadeira aula de futebol. E que aula! Messi, Xavi, Iniesta e cia deram várias lições não só ao time de Muricy Ramalho, mas a todos os outros do planeta. Eles mostraram como o jogo coletivo, somado com o talento de jogadores excepcionais formados nas categorias de base, pode ser decisivo. E o mais incrível é que eles pegaram diversos estilos e fizeram uma mistura poderosa. No time de Guardiola você pode ver nas variações táticas e na forte marcação por zona, o tal do "futebol total" dos holandeses. Lembrando que Johan Cruijff, cérebro daquela Holanda da Copa de 74, é ídolo no clube catalão, onde jogou nos anos 70 e foi treinador nos anos 90, ou seja, seus valores e ensinamentos foram amplamente encorporados na filosofia do clube. 

 Outra escola encorporada foi a brasileira, trazendo a tona algo que nós não reproduzimos por aqui faz tempo: o futebol arte. O toque de bola refinado e objetivo, sem firulas, com poucos toques (no máximo três) e sem chutões, a bola de pé em pé até o gol, algo como o Santos de Pelé nos anos 60 e o Flamengo de Zico em 81 sabiam muito bem fazer. Isso fica ainda mais ratificado após as declarações de Sandro Rosell, presidente do Barcelona após a final do Mundial: "O time mostrou hoje que gostamos de jogar, de tocar a bola, trabalhar o time na casa, mostrar ao mundo o jogo bonito que vocês (brasileiros) inventaram", disse o mandatário, à imprensa brasileira. Já Guardiola afirmou que o time buscou fazer aquilo que aprendeu com os brasileiros. "Não joguei no Brasil. O que tentamos fazer foi passarmos a bola o mais rápido possível. É o que o Brasil fez a sua vida inteira", completou. 

 Vale lembrar que para essa filosofia de jogo do Barcelona pegar foi necessário um trabalho feito a longo prazo. Há 30 anos que ela foi implantada em todas as categorias de base do clube, fazendo com que o jogador já chegue ao plantel principal completamente ambientado com estilo de jogo. Um chavão que o Flamengo sempre se orgulhou foi aquele de que craque o time rubro-negro faz em casa, se isso não pode ser visto com eficiência na Gávea há alguns anos, lá na Catalunha ela se faz presente. Dos onze jogadores que estavam em campo no fim do jogo contra o Santos, nove eram formados nas categorias de base do clube, até mesmo o argentino Messi é cria do clube, uma vez que está lá desde os seus 13 anos. Outros craques como Xavi e Iniesta, assim como o argentino, convivem com o restante do elenco sem qualquer tipo de vaidade, algo pouco comum no futebol. Tudo isso cercado por uma estrutura de primeira, com excelentes condições de trabalho para todos os profissionais, não apenas os atletas, mas também treinadores, médicos e etc. 

 Não seria pedir demais que o futebol brasileiro olhasse para esse modelo e bebesse diretamente da fonte, talento para isso sem dúvidas nós tempos, só falta a coragem e a determinação de implantar algo parecido e dar a cara a tapa quando as críticas vierem após os resultados ruins. Nunca é demais lembrar que o Barcelona antes de ser bicampeão mundial, perdeu outras duas vezes a mesma competição, que isso também fique de lição.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Futebol perde um de seus filósofos, adeus Sócrates

Valeu, Sócrates.


O futebol brasileiro amanheceu órfão de um grande craque. No fim da madrugada, começo da manhã desde dia 4 de dezembro de 2011, dia da última e decisiva rodada do Brasileirão, faleceu em São Paulo, decorrente de uma infecção intestinal Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira, ou simplesmente Magrão. 

 Na última quinta-feira, ele, a mulher e um amigo almoçaram em hotel em São Paulo depois que ele participou de um evento sobre a Memória Olímpica brasileira. Ele e o amigo tiveram desarranjo intestinal, no caso dele, ainda fragilizado por causa da hemorragia digestiva alta causada por uma hipertensão portal. 

 Sócrates foi revelado pelo Botafogo de Ribeirão Preto em 1978, nessa época ele conciliava a carreira de jogador de futebol com os estudos em Medicina na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP), isso lhe rendeu mais tarde ao meia atacante a alcunha de Doutor. 

Mas foi no Corinhians que ele se destacou tanto dentro de campo como fora. Ele foi um dos idealizadores da chamada Democracia Corinthiana, o maior movimento ideológico da história do futebol brasileiro. Nesse período da história do clube, as decisões importantes, tais como contratações, regras da concentração, entre outros, eram decididas pelo voto, sendo assim uma forma de autogestão. Também foi um grande militante da campanha pelas "Diretas Já". 

 Depois de jogar uma temporada no Fiorentina da Itália (1984/85), Sócrates voltou ao futebol brasileiro para jogar no Flamengo, de 85 até 87 e depois no Santos de 87 até 89. Neste mesmo ano voltou para o Botafogo de Ribeirão Preto onde encerrou a carreira. Em 2004 ele ainda atuou por uma partida apenas no Garfoth Town, time da oitava divisão da Inglaterra, atendendo a um convite de um amigo. Pela seleção, fez parte daquela grande equipe que disputou a Copa do Mundo de 1982, que contava ainda com nomes de peso como Zico, Junior e Falcão, mas que foi eliminada injustamente nas semi-finais. Ele também jogou a Copa do Mundo de 1986, onde jogando fora de forma, perdeu um pênalti nas quartas de final contra a França. 

 Agora o Magrão sai da vida para integrar a enorme constelação de craques que estão lá no céu, sem dúvidas formará um ótimo ataque com Garinha, Didi e Geraldo, Puskas, entre outros. Enquanto isso o futebol brasileiro fica carente de um grande homem, não só com a bola, mas também com a cabeça.

   

 Vai com Deus, Doutor!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Unidos pelo Flamengo





Se as coisas fossem fáceis para o Flamengo, não teríamos São Judas Tadeu, o santo das causas impossíveis, como padroeiro.


Eu nunca vi um time entregar o jogo pra gente.

Nunca vi também um time dar mole pra gente. Saca aquela ajudinha que o Flu recebeu de São Paulo e Palmeiras no ano passado? Pois é, nunca vi isso conosco.
E não venham dizer que esse ano foi moleza e o Fla bobeou, porque não é verdade. O campeonato está disputado - ainda que seja nivelado por baixo - mas a realidade é que ninguém fez corpo mole pro Flamengo ganhar. Ninguém!

E enquanto você está aí lamentando as oportunidades perdidas pelo time (eu sei, elas incomodam), pode estar deixando de fazer a sua parte nesta história.

Você pode ser o tipo de torcedor que quiser: que xinga, que reclama; que acha que tudo vai melhorar; que acha que está tudo ótimo porque estamos em quinto. O que você não pode é querer ser campeão sem ir ao estádio.

Se você realmente faz parte dessa Nação, se sorri sempre que lembra da arrancada de 2007, do hexa de 2009 ou das inesqueciveis conquistas do nosso Flamengo, não pode deixar de acreditar que o Flamengo é Flamengo até o FIM.

O Flamengo sem a sua torcida é um time comum. Já o Flamengo com a sua torcida é imbátivel! Inigualável!

Vamos ao ENGENHÃO!

Para facilitar o acesso ao Engenhão, veja no blog Fim de Jogo

Unidos Pelo Flamengo - unidospeloflamengo@gmail.com

domingo, 26 de junho de 2011

Paixão de torcedor

Pavone chora após perder pênalti que poderia ter salvado seu time.


Escrevo esse post agora, minutos depois do término do empate de 1 a 1 entre River Plate e Belgrano, que decretou a queda do "milionários", maior campeão da história do campeonato argentino, para a segunda divisão pela primeira vez em sua centenária história. A partida não terminou da forma tradicional, pois o juiz não deu o apito final, antes que isso pudesse acontecer,pois o clima fechou no Monumental de Nuñes. Grande parte chorava e entoava cânticos de amor ao clube e uma minoria tentava invadir o campo, sendo contida pela imediatamente pela polícia que jogava água na "hincha" revoltosa.

Embora não tenha feito uma má campanha na última edição do torneio o Ríver foi punido pelo pífio desempenho nas últimas edições dos torneios Apertura e Clausura. É porque lá na Argentina o rebaixamento é definido de forma diferente do Brasil e da Europa. Assim como acontece em alguns outros torneios nacionais aqui na América do Sul, o rebaixamento é definido por uma média de desempenho da equipe nas últimas edições do campeonato, sendo que os recém-promovidos só tem a média do ano que disputou. Por exemplo, um time que foi promovido agora da segunda divisão, no final do campeonato, na hora de calcular a média, só vai ter a desse ano para ser dividida o que torna muito mais difícil sua permanência na elite.

Esse sistema foi criado nos anos 80 e como se percebe, a ideia é justamente proteger os grandes clubes do rebaixamento, uma vez que para que isso aconteça ele tem que ter feito péssimas campanhas nos últimos três anos. Foi justamente o que aconteceu com o River, após duas temporadas ruins, ficando na lanterna em uma delas, de nada adiantou a campanha regular que teve na temporada atual.

O regulamento ainda previa outra colher de chá. Os dois piores entre os 20 times, na média, ao final de cada temporada (Apertura e Clausura juntos) caem. Porém os 17º e 18º na tabela de rebaixamento disputam um playoff contra terceiro e quarto colocados da segunda divisão. Como o River terminou na 18ª colocação ainda teve a chance de se safar em dois jogos contra o Belgrano, terceiro colocado da divisão de acesso. Mas o time da capital não soube aproveitar mais essa chance e após perder o primeiro jogo fora por 2 a 0, empatou em casa como foi dito no primeiro parágrafo.

Sofrimento da torcida


Torcida do River em um misto de tristeza e revolta.


A torcida do River Plate fez a parte dela, superlotou o Monumental de Nuñes e deu o seu show a parte empurrando o time durante todo o jogo. Alias essa é uma característica muito marcante das torcidas na Argentina, até mais do que no Brasil, eles são apaixonados pelos clubes, entoando cânticos de amor eterno por eles, até mesmo quando o momento não é dos mais favoráveis. A "hincha" branca e vermelha sofreu muito quando o relógio já passava dos 40 minutos do segundo tempo e o rebaixamento já era uma questão de poucos minutos. A cada rosto mostrado pelas câmeras de TV se via claramente a agonia, o choro e em alguns casos a revolta desses indivíduos que passam por diversos problemas na vida e que tem muitas vezes no futebol a válvula de escape para deixar de lado essas adversidades, é realmente triste.

No futebol brasileiro, grandes clubes já passaram pela mesma situação, deixando inconsoláveis seus torcedores. Casos mais recentes e marcantes são o do Corinthians que foi rebaixado em 2007 e o do Vasco em 2008, esse último nos remete ainda aquela cena marcante e quase trágica do torcedor que tentou o suicídio, quase pulando da cobertura do estádio de São Januário. Nos dois casos os clubes deram a volta por cima com apoio de suas torcidas apaixonadas. Ambos se reestruturaram, voltaram a primeira divisão e conquistaram títulos importantes, de âmbito nacional.


Torcedor do Vasco, felizmente contido pelos bombeiros.


Então fica a lição para o River Plate. Que essa estadia na segunda divisão seja breve e sirva para que o clube reveja alguns conceitos e se reinvente. Podendo assim voltar a elite, fazendo frente novamente ao seu maior rival Boca Juniors. Não tenho dúvidas que aqueles torcedores que estavam hoje no Monumental de Nuñes, junto com muitos outros de vários lugares da Argentina irão ter uma participação especial em todo esse processo.

domingo, 29 de maio de 2011

Barcelona: um futebol para recordar...

Mais um capítulo de uma vitoriosa história.


Tenho 24 anos de idade e desde bem novo sempre ouvi falar de times memoráveis, o Flamengo de Zico, o Santos de Pelé, o Brasil de 70, a Holanda de 74, eram sempre menções de muito tempo atrás, obviamente de bem antes de eu nascer. Os mesmos que enaltecem esses grandes esquadrões sempre foram taxativos ao dizer que o futebol atualmente não tem mais a magia daqueles tempos áureos.

No entanto um time, que começou a ser montado há pouco mais de dois anos atrás, vem chegando rapidamente, trocando passes precisos e milimétricos a um nível espetacular, que deixa qualquer admirador do futebol arte de queixo caído. No último dia 28 de maio o mundo da bola pode ter mais uma prova de que o Barcelona de Xavi, Iniesta, Messi e Guardiola merece com todos os méritos estar no panteão dos grandes esquadrões de todos os tempos.

Diante do time catalão, os ingleses do Manchester United bem que tentaram, mas foram presas fáceis na final da temporada 10/11 da UEFA Champions League, disputada em um verdadeiro templo do futebol: Wembley. O placar de 3 a 1 deu o tom do que foi mais uma partida histórica do Barcelona, que envolveu os "Red Devils" com seu toque de bola mágico e ao mesmo tempo preciso. Para se ter uma ideia, com apenas 15 minutos de jogo, os espanhois tinham 63% de posse de bola e já tinham trocado nada menos do que 111 passes, enquanto os ingleses tinham trocado apenas 51, tendo 37% de posse de bola.

Os três indicados para o prêmio de melhor do mundo do ano passado, Xavi, Iniesta e Messi, que acabou eleito pela segunda vez consecutiva, são os principais responsáveis por isso tudo. Eles são as principais artérias do time, todas bolas passam por pelo menos um deles e seus dribles e lançamentos são quase sempre letais. Destaque para o argentino que vem demonstrando cada vez o quanto é um gênio, em um patamar comparável aos grandes nomes do futebol como Zico, Garrincha, Maradona e Pelé.

É válido lembrar também do grande talento do treinador Pep Guardiola, que em menos de três anos de carreira já conquistou 10 títulos. Ele armou um time compacto, que defende bem e ataca melhor ainda. Vale destacar outros bons valores do time como os zagueiros Piqué e Puyol, o excelente lateral-direito brasileiro Daniel Alves e matador David Villa.

Não é possível prever com exatidão até quando essa geração vai seguir encantando a todos. Espero que ainda por muito tempo, pois o futebol moderno, baseado na força física e defensividade precisa de bons exemplos como esse para não sucumbir ao pragmatismo. Com esse Barcelona em campo, dificilmente uma partida termina em 0 a 0 ou com o placar mínimo de 1 a 0.

Assim um dia, quando estiver bem velhinho, poderei me vangloriar para os meus netos que futebol bom era o daquele time do Barcelona de 2011, que tinha um gênio baixinho e franzino chamado Messi.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Geração Fenômeno!

Apogeu de Ronaldo: dois gols na final da Copa de 2002.


O assunto foi disparado o mais comentado pela imprensa brasileira e mundial, esportiva ou não! A aposentadoria de Ronaldo, assim como foi em toda sua carreira, chamou bastante atenção. Muitos acharam que ainda era cedo para parar, porém a maioria seguia o consenso de que já era hora do Fenômeno aposentar as chuteiras.

Eu por exemplo sou um defensor dessa ideia, por tudo que fez pelo futebol, Ronaldo deveria ter se despedido do futebol em 2009, naquele que foi o seu último lampejo de craque. Quando ajudou o Corinthians a ganhar o Paulista e a Copa do Brasil. Depois disso, lesões e hábitos que não batiam muito bem com o de um jogador profissionais o fizeram engordar e perder ainda mais a mobilidade, algo que já estava perdendo gradualmente desde os tempos de Real Madrid.

De qualquer forma Ronaldo vai deixar saudades, por tudo que ele fez pelo futebol mundial. Principalmente para aqueles que como eu estão na faixa dos 20-25 anos, que cresceram acostumados a ver o Fenômeno brilhando com a camisa da Seleção ou dos grandes europeus como o Barcelona e a Inter. Quantas vezes vibramos diante da tv com aquele futebol que aliava uma técnica apurada com bastante velocidade? Por isso fazemos parte da geração fenômeno, crescemos sobre a influência da camisa 9, quem não queria ser o Ronaldo nas peladas da rua?

Eu particularmente comecei a acompanhar o futebol espanhol e a torcer pelo Barcelona por causa dele, muito antes de Messi e cia encantarem o planeta. Torci por ele na Copa de 2002 quando ninguém mais acreditava que o Fenômeno jogaria futebol, depois daquela grave lesão. Alias, ele já poderia ter encerrado sua vitoriosa carreira ali, que já estaria consagrado.

Porque depois disso Ronaldo começou a manchar a sua imagem, primeiro com os torcedores do Barcelona ao ir jogar no Real Madrid, aonde começou a conviver com o problema do peso. Em 2007 foi para o Milan, deixando raivosos os torcedores azuis da outra metade da cidade, que já estavam magoados com ele por ter deixado a Inter do que jeito que deixou.

Para completar ele assinou com o Corinthians, após fazer boa parte da recuperação de sua segunda cirurgia grave no Flamengo, clube no qual sempre jurou ser torcedor e que envergonhou ao aparecer com o manto naquele estranho escândalo com os travestis. Isso demonstra que podemos dividir o Ronaldo em duas partes distintas: a primeira é a do craque implacável, maior expoente do futebol brasileiro nos últimos anos. A segunda é a da pessoa sem muito caráter, movido pelo dinheiro de seus patrocinadores.

De qualquer forma, o que vai ficar para a história será o seu legado como o maior artilheiro da história das Copas do Mundo e como o melhor do planeta nos anos de 1996, 1997 e 2002. Para nós será estranho o futebol sem Ronaldo, mas devemos nos acostumar, assim como aconteceu com o Romário quando ele se aposentou em 2008, alias eles dois e também o Ronaldinho Gaúcho foram os dois maiores jogadores que eu vi jogar nesses meus vinte e poucos anos de vida.



Até a próxima pessoal!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Flamengo vence o Volta Redonda na estreia do Carioca

O Flamengo venceu o Volta Redonda por 2 a 0 na noite desta quarta-feira no Engenhão e estreou com vitória na Taça Guanabara, o primeiro turno do Campeonato Carioca. Se as duas maiores contratações rubro-negras para temporada 2011, Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves, não puderam entrar em campo. Outros dois reforços bem menos badalados fizeram a diferença.

Vander e Wanderley marcaram os gols da noite, ajundando o Flamengo a conquistar os primeiros três pontos na competição, que lhe garantem a liderança provisória do grupo A. Mesmo sentindo a falta de ritmo, o rubro-negro começou a partida indo para cima do Volta Redonda, mas a primeira chance real de gol foi aos nove minutos com Renato Abreu. O meia chutou de fora da área, dando trabalho ao goleiro Mauro.

Com o time da cidade do aço jogando na defesa, o Flamengo criava com dificuldade e esbarrava sempre na zaga ou no goleiro Mauro. Porém quase no fim da primeira etapa, aos 41 minutos, o time da Gávea conseguiu abrir o placar. Vander, que já vinha se destacando na partida, partiu pela direita deixando Ramdamés para trás e tocou para o meio, mas a bola desviou em Padovani e entrou, enganando o goleiro.

No segundo tempo o Volta Redonda foi para cima do Flamengo e criou boas chances com Thiago Maciel, que Jean (ex-Fla) desperdiçou aos dois minutos e aos nove quando Glauber obrigou o goleiro Felipe a fazer ótima defesa de mãos trocadas. A resposta rubro-negra foi com um chute de Egídio que tirou tinta do gol, aos 11 minutos.

Logo em seguida, Luxemburgo resolveu sacar o inoperante Deivid e o meia Fierro, que até jogava bem. Entraram respectivamente Wanderley e Marquinhos, ambos foram responsáveis pela melhora do Flamengo na partida. O atacante, que estreava em jogos oficiais, mostrou que tem estrela e no seu primeiro lance aos 15 minutos, escorou um cruzamento de Léo Moura e deu números finais a partida. Marquinhos quase fez o dele também aos 45, mas chutou para fora depois de entrar livre na área.

No próximo domingo o Flamengo encara o América no estádio Giulite Coutinho em Mesquita. O jogo deve marcar a estreia de Thiago Neves, já Ronaldinho Gaúcho terá que esperar um pouco mais para jogar.

Ficha técnica:

FLAMENGO: Felipe; Léo Moura, Welinton, David Braz e Egídio; Willians, Fernando, Fierro (Marquinhos) e Renato; Vander e Deivid (Wanderley). Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

VOLTA REDONDA: Mauro; Thiago Maciel, Avalos, Padovani e Fabinho; Jonilson, Radamés (Adenis), Leandrinho e Lopes (Gláuber); Gilmar (Tássio) e Jean. Técnico: Márcio Bittencourt.

Estádio: João Havelange (Engenhão), Rio de Janeiro.
Data: 19 de janeiro.

Árbitro: Pathrice Maia.
Auxiliares: Rodrigo Pereira Joia e Silbert Faria Sisquim.

Gols: Vander, aos 41 minutos do primeiro tempo; Wanderley, aos 15 minutos do segundo tempo.

Cartões amarelos: Fabinho (Volta Redonda).

Público: 6.881 pagantes (7.804 presentes).

Renda: R$ 137.170,00

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Um ano do Hexa!

Festa da galera antes do jogo decisivo no Maracanã.

O dia 6 de dezembro de 2009, começou para mim no sábado à noite. Quando eu não conseguia dormir, tamanha era ansiedade pelo que me aguardava naquele domingo, há exatamente um ano. Quando lá pelas 4 horas da manhã, finalmente peguei no sono, tive um pesâdelo, nele o Flamengo perdia o jogo e deixava o título escapar pelas mãos.

Ao acordar, veio aquele alívio, foi apenas um sonho ruim. A manhã custou a passar, mais do que nos outros dias. Almocei rápido, sem ao menor sentir o gosto da comida, queria chegar logo no Maracanã. Na hora de me arrumar, veio a dúvida por qual manto (alguns chamam de camisa, para mim é o manto sagrado) eu usaria, bati logo o olho no uniforme reserva usado em 2007, personalizada com o meu nome. São vários os fatores que me levaram a essa escolha, o primeiro é que essa foi a primeira camisa oficial do Mengão que eu comprei, diretamente de uma loja na Gávea, no dia do aniversário do Mais Querido. O segundo é que se trata de uma variação moderna do manto usado no Mundial em 81, pelo melhor Flamengo de todos os tempos. Que inveja do pessoal daquela época, iam para o Maracanã para ver Zico, Adílio, Andrade e Junior jogar. Eu já vi craques como Romário e Adriano, mas nunca um time como aquele. 

Já devidamente trajado, sai de casa rumo ao meu destino. No caminho várias demonstrações de confiança, milhares de flamenguistas pela rua, dando um tom rubro-negro ao bairro do... Flamengo. Essas cores estavam mais evidentes dentro do metrô, eram poucos aqueles que não trajavam o manto.

Ao chegar ao maior do mundo, o mar de camisas nas cores vermelho e preto era ainda maior. Logo avistei meu amigo Thiago, o grande responsável por eu poder estar ali naquele momento. Durante a semana ele heroicamente virou a noite na fila para garantir os nossos ingressos, não tem dinheiro no mundo que pague a minha gratidão por ele ter me proporcionado esse momento mágico. Mas para chegar até as cadeiras inferiores, de onde veria o jogo, passamos por momentos nada mágicos. Aglomeração, empurra empurra e bastante confusão. Fruto da desorganização que o futebol carioca ainda, infelizmente,  mantém na realização de eventos de grande porte.

Depois de muito sufoco conseguimos chegar aos nossos lugares e finalmente avistar o gramado do Maraca, que estava mais verde do que nunca. Faltava uma ou duas horas para o início do jogo e o estádio ia sendo preenchido pela massa, aos poucos as arquibancadas verdes, amarelas e brancas passavam a ter apenas duas cores: preto e vermelho. Bandeirões com herois daquele time e de outros vitoriosos esquadrões começavam a agitar no céu.

A agitação atingiu seu ápice quando o Flamengo entrou em campo. Uma bela festa com direito a mosaico e tudo. Antes disso, quando o Grêmio entrou em campo, eram ouvidos gritos de "Entrega, entrega", inclusive vindos da própria torcida do tricolor gaúcho, que em escala bem menor no estádio, não queria ver o título brasileiro nas mãos do rival Internacional.

Mas engana-se quem pense que o Grêmio de fato entregou aquela partida, muito pelo contrário. Com um time formado por reservas e garotos da base, os gaúchos dificultaram a vida do Flamengo e quase conseguiram colocar água no chopp rubro-negro.

Quando Roberson fez 1 a 0, aos 21 minutos do primeiro tempo, foi como se um enorme balde de água fria tivesse sido despejado em cima de todos nós ali na torcida. Um silêncio se fez, lembranças das últimas decepções vieram a mente: derrota para o América do México na Libertadores de 2008 e o empate diante do Goiás, poucas semanas atrás. Eu estava angustiado, não queria reviver aqueles fantasmas. Para piorar, o Inter abriu o placar diante do Santo André.

O Flamengo não jogava bem, nervoso, errava passes bobos. Nem parecia aquele time que bateu com propriedade o então líder Palmeiras dentro da casa do adversário ou o que superou o Atlético-MG por 3 a 1 com o Mineirão completamente lotado. Mesmo sem melhorar muito o Mengão conseguiu empatar aos 29 minutos com David, foi o combustível para empurrarmos o time para mais uma conquista. Porém até sair o segundo gol, me vi nervoso e tenho certeza de que quase enfartei.

Angelim comemora depois de marcar o gol do título.

E aos 24 minutos da etapa complementar a minha angústia foi embora e deu lugar a emoção. Petkovic cobrou escanteio da esquerda e Ronaldo Angelim cabeceou firme para o gol. O magro de aço, oriundo do interior do Ceará, acabará de entrar para a história, assim como o gringo se consagrou ainda mais com a camisa rubro-negra.

Quem foi que disse que depois do gol tudo foi festa? O Grêmio continuou atacando e levando perigo ao gol defendido por Bruno, me deixando ainda mais aflito. Por incrível que pareça, como eu falei no começo, os jogadores do Grêmio procuraram a todo custo o empate, mesmo que dessa forma o título fosse para o Inter, que continuava vencendo o Santo André.Mas quando Heber Roberto Lopes apitou o fim da partida a emoção voltou com tudo. Eu e todo o Maracanã estávamos extasiados, completamente enlouquecidos.

Eu, que já tinha visto os dois tri campeonatos estaduais e a Copa do Brasil pela TV, pude pela primeira vez ver ao vivo e a cores o Flamengo ser campeão, logo do Brasileirão que não conquista há 17 anos, desde 1992. Agora, exatamente um ano depois desse jogo, lembro com bastante emoção do campeonato que reconduziu o Flamengo para o lugar de onde jamais deveria ter saído: o topo.

Até a próxima pessoal!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

A onda azul!

Cuca: o grande responsável por essa nova onda.

Neste ano de eleições no Brasil, muito se falou da onda verde. Uma alusão ao Partido Verde, representado pelo candidato a governador do Rio Fernando Gabeira e pela candidata a Presidência da República, Marina Silva. Porém ambos não conseguiram ser eleitos. O que ninguém percebeu foi a onda azul, que veio de mansinho nesse Brasileirão e conseguiu chegar ao topo da tabela.

Depois de sequer chegar a final do campeonato mineiro, o Cruzeiro parecia que entraria no campeonato apenas para fazer figuração, lutando no máximo por uma vaga na Libertadores. E essa impressão se manteve nas primeiras rodadas, quando sistematicamente ganhava uma partida, empatava a outra e perdia em seguida. Para piorar, Kleber, a principal referência do ataque da equipe, pediu para ser negociado com o Palmeiras, time que nunca escondeu ser o do seu coração. Outro que também saiu foi o treinador Adilson Batista, bastante desgastado depois de anos no comando da raposa.

Com esse panorama nebuloso o Cruzeiro chegava ao período de pausa do Brasileirão, por causa da Copa do Mundo, repleto de incertezas. Porém esse panorama começou a mudar ainda antes da bola rolar na África do Sul, quando no dia 8 de junho quando Alexi Stival, mais conhecido pela alcunha de Cuca, foi anunciado como o novo treinador da equipe mineira.

E o novo comandante estreou com o pé direito, vencendo o Atlético-PR fora de casa por 2 a 0. Daí em diante foram mais 12 vitórias, seis empates e apenas três derrotas. Além da boa campanha, ajudou também os tropeços do Corinthians e do Fluminense, que dividiam as duas primeiras colocações desde o começo do campeonato. Com isso o Cruzeiro agora lidera com 54 pontos, dois a mais que o tricolor e cinco a mais que o Corinthians.

Faltando nove rodadas para o fim do Brasileiro, a raposa tem 52% de chances de conquistar seu bi-campeonato. Para isso tem que manter o ritmo da onda azul, para não morrer no mar.

A casa caiu no Corinthians

Fiel exige pelo menos o Brasileiro no centenário.

O tal aguardado ano do centenário do Corinthians parece que está indo para o telhado. Desde o fim do ano passado o clube se movimentava para montar um grande time, contratando jogadores de nome para ajudar Ronaldo e Dentinho a conquistar um dos poucos títulos que faltam no Parque São Jorge: a Libertadores da América.

Nomes como os dos meio-campistas Danilo (ex-São Paulo), Tcheco (ex-Grêmio), Iarley (ex-Goiás) e o mais badalado deles, o lateral esquerdo pentacampeão Roberto Carlos, que estava no Fenerbahce da Turquia deixaram o Corinthians com um ar galático, tal qual um Real Madrid tupiniquim. Porém a equipe demorou a se entrosar e sequer chegou a final do campeonato paulista, vencido pelo Santos de Ganso e Neymar.

O sonho da Libertadores foi por água abaixo com gols do Império do Amor. Adriano e Vagner Love ajudaram o Flamengo a eliminar os corintianos nas oitavas de final da competição. Passado o trauma pós-eliminação o campeonato brasileiro passou ser a principal obsessão.

Tudo parecia ir bem, o clube liderava a competição desde o começo, sendo seguido de perto pelo Fluminense, mesmo após a parada para a Copa, o Timão manteve o pique. A coisa começou a mudar quando Dunga foi demitido da Seleção Brasileira. Depois da recusa de Muricy Ramalho, a alta cúpula da CBF foi direto ao Parque São Jorge, atrás de Mano Menezes.

Ao contrário do colega tricolor, Mano não pensou duas vezes e aceitou o convite. Para substituir o treinador que levou o Timão de volta à elite, a diretoria investiu em Adilson Batista que estava sem clube desde que saiu do Cruzeiro. Ele estreou com um empate em 1 a 1 com o arquirrival Palmeiras, depois disso foram mais 16 partidas, com sete vitórias, três empates e três derrotas. Números que não seriam tão ruins assim se não fosse o fato de que nos últimos jogos o time não conseguiu vencer, foram duas derrotas e três empates, essa última diante do Atlético-GO, lanterna da competição.

E agora José? Ou melhor, e agora presidente Andrés Sanchez? Quem você irá escolher para apagar esse incêndio no Parque São Jorge? Joel Santana? Tite? Antonio Lopes? Leão? Seja quem for, terá de ser muito corajoso para aceitar esse desafio de vencer ou vencer o Brasileiro, porque caso contrário, terá de sentir toda a irá da fiel torcida corintiana.

sábado, 2 de outubro de 2010

Zico: Eterno ídolo injustiçado pela minoria

Zico sozinho não faz milagre


Ontem, no primeiro dia do mês de outubro, todo torcedor rubro-negro sentiu um misto de tristeza e indignação ao se depararem com a carta de despedida de Zico do Flamengo. O Galinho não aguentou a pressão que sofria dentro do próprio clube, capitaneada pelo presidente do Conselho Fiscal do clube, autodenominado "Capitão Léo".

Todo mundo que o Zico é simplesmente o maior ídolo da história do clube da Gávea, deu aos rubro-negros as maiores glórias possíveis a um time brasileiro: sete estaduais, quatro brasileiros e os mais importantes de todos, a Libertadores e o Mundial Interclubes. Ele também é o maior artilheiro da história do clube com 504 gols. Se o Flamengo tem hoje a maior torcida do Brasil, com mais de 35 milhões de apaixonados, grande parte é por causa do Zico. Uma geração viu o Galinho de Quintino brilhar intensamente no Maracanã, se não de corpo presente no estádio, pela TV ou pelas ondas do rádio. A geração posterior, infelizmente, só pôde vê-lo através de reprises e das histórias contatas sobre ele (eu sou um desses admiradores póstumos).

Agora como dirigente ele pode não ter tido a mesma maestria dos tempos em que comandava o meio-campo vermelho e preto com o número 10 nas costas. Cometeu alguns erros, como manter por tempo demais o técnico Rogério Lourenço e apostar em jogadores de talento dúvidoso (entenda-se Val Baiano). Porém a proposta de Zico quando assumiu o cargo, em uma emocionante apresentação no dia 1º de junho desse ano, ele estava disposto a reorganizar o futebol rubro-negro pela raíz. Começando justamente pelas categorias de base, para reforçar aquela velha máxima de que "craque o Flamengo faz em casa". Estava também nos planos o término das obras do CT do Ninho do Urubu.

Porém Zico acabou sendo conduzido a um outro caminho, assumindo de frente a gerência do plantel rubro-negro. Ele até tentou trazer o ex-jogador Emerson para exercer essa função, mas tal contratação nunca foi possível. Com o tempo as coisas foram piorando, surgiram acusações infundadas contra Zico e seus filhos, que teriam lucrado com venda de jogadores para o clube e mais recentemente a de que a parceria Flamengo/CFZ estaria terceirizando as categorias de base do clube. Vale lembrar que nenhuma dessas acusações tem provas para validar tais atos. Elas só serviram para magoar e desgastar o relacionamento do Galinho com o clube, levando ele a se desligar do cargo, alegando estar atrapalhando o Flamengo.

Sim, ele estava atrapalhando o Flamengo, não o Flamengo que todos nós amamos e sim o Flamengo sujo, dos jogos de poder de pessoas que não devem nem gostar de futebol, mas que gostam de dinheiro, isso sim. O responsável por todas essas desconfianças foi o já citado presidente do Conselho Fiscal do clube: Capitão Léo, ex-chefe da torcida Jovem-Fla, que tem passagens pela polícia e já foi ligado a nomes como Edmundo dos Santos Silva e Eduardo Viana, o “Caixa D’Água”. Como um cara desses pode se declarar rubro-negro? Lamentável.

A presidente rubro-negra Patrícia Amorim perdeu um grande aliado e dificilmente conseguirá mudar alguma coisa. Não foi só o Flamengo que perdeu com a saída de Zico, o futebol carioca em geral perdeu mais uma grande oportunidade de se livrar da velha sujeira e voltar a ser referência (se é que já foi um dia).

Creio que o sonho ficou mais distante, mas não impossível. Fica a lição de que para se reestruturar o Flamengo terá que não só mudar um ou dois nomes, pois como diz o já batido ditado: uma andorinha só não faz verão, e sim tirar a corja inteira de abutres que rondam a tempos a Gávea. Sonho ver no futuro o Zico de volta como presidente e o Leonardo como gerente de futebol e com eles os verdadeiros rubro-negros, como Junior, Andrade, Adílio, entre outros que sempre honraram o verdadeiro Flamengo.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Esse é o Brasil que queremos ver!

Essa escalação poderia ter jogado mês passado.

Deu gosto de ver a renovada seleção brasileira no amistoso de agora pouco contra os EUA. Renovada mesmo, pois o jogador mais velho, o goleiro Victor do Grêmio, com 27 anos. Com os meninos da Vila, Pato entre outros, o Brasil começou nervoso, não se encontrando em campo e deixando os americanos chegarem. Mas não levou mais de 15 minutos para esse panorama mudar.

Aos poucos os dribles foram surgindo, frutos do ousado esquema montado pelo técnico Mano Menezes. Um 4-3-3 com dois volantes que sabem jogar, Lucas e Ramires. Bem diferente da dupla que foi a Copa, com o competente, porém limitado Gilberto Silva e o desorientado Felipe Melo.

A camisa 10 ficou a cargo de Ganso que assim como Kaká no time de Dunga, era o único meia avançado. A diferença é que em vez de 3 volantes, a seleção jogou com 3 atacantes mortais: Robinho, Pato e Neymar. Esses últimos foram responsáveis pelos gols do jogo.

No gol, como já disse, Víctor do Grêmio. Que é um grande goleiro, mas não o suficiente para barrar o melhor goleiro do mundo: Júlio Cesar. Na lateral, Daniel Alves (mais um remanescente da Copa) destoou um pouco do restante do time, não jogando bem. Na outra lateral, André Santos mostrou que também deveria ter ido ao mundial. Na zaga uma nova dupla pode estar surgindo: Thiago Silva e David Luiz. Substituindo simplesmente Juan e Lúcio, uma das melhores duplas da história da seleção, mas que não devem ter mais idade para jogar na Copa de 2014.

Ao todo foi muito bom ver o Brasil jogando como sempre jogou, como nunca deveria ter deixado de jogar. Como disse o Paulo Autuori, sendo o protagonista do jogo e não jogando na sobra do adversário. Neymar e Ganso não sentiram o peso da estreia, muito pelo contrário. O torcedor viu boas jogadas e até gol do atacante. É muito cedo ainda para prever como será em 2014, mas a primeira impressão foi pra lá de positiva.

Até a próxima!

sábado, 24 de julho de 2010

A bola pune, Muricy...

Muricy preferiu se arriscar no Fluminense do que na seleção.

No Brasil, todo jogador de futebol, profissional ou não, sonha em chegar à seleção brasileira. Naturalmente todo técnico brasileiro também. Porém Muricy Ramalho abriu mão desse sonho para permanecer no Fluminense.

Ele abriu mão de dirigir uma das seleções, senão a única, que tem 1001 opções de escalação, sempre mantendo o alto nível. Temos grandes estrelas que jogam nos grandes, médios e também pequenos clubes europeus e mais recentemente no oriente médio. Até mesmo com os escassos talentos que surgem no Brasileirão da para montar um time razoável, pelo menos competitivo.

Muricy preferiu prosseguir no Fluminense, depois de a diretoria, amparada sempre pelo forte patrocinador, ofereceu uma vantajosa renovação de seu contrato, que originalmente ia até dezembro. Há quem diga que essa renovação já estava para ser feita, com ou sem proposta da seleção. Mas acredito que esse assédio da CBF e a boa campanha no Brasileiro, alavancaram o acordo.

Resta saber se ele realmente fez a escolha certa a longo prazo. Pois todo mundo sabe o cargo de técnico do tricolor das Laranjeiras (assim como o de vários outros clubes brasileiros) é bem instável. Muricy poderia não resistir a uma série de maus resultados e voltar a dançar a dança do desempregado. Ele sofreria do seu próprio ditado: a bola as vezes pune.

Quem lucrou com isso foi Mano Menezes. De terceira opção, atrás de Felipão (que não quis voltar a seleção, por enquanto) e Muricy, o vitorioso técnico do Corinthians assume a seleção total possibilidade de sucesso, pois é bastante gabaritado.

Por enquanto é só!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Fúria de campeão!!!

Festa de campeã, depois de sempre bater na trave.


Depois de chegar em várias Copas do Mundo como favorito e decepcionar sua torcida sendo eliminado muitas vezes até na primeira fase, finalmente a Espanha, confirmando a aposta do polvo, entrou para o seleto grupo dos campeões. Seleto mesmo, daqueles que raramente aceitam novos membros. Já a Holanda, que pensou que finalmente ia soltar o grito de campeão, mais uma vez voltou a ser vice, tri vice, só não é o recordista porque a Alemanha tem um a mais.

A final foi disputada como toda final de Copa sempre é. O problema é que só uma equipe entrou disposta a jogar futebol e outra não. Enquanto a Espanha tentava fazer valer o seu futebol bonito e de toque de bola envolvente, a Holanda se preocupar em anular o adversário da pior das maneiras, na base da violência. E dessa forma ela foi punida, nem tanto pela arbitragem que deixou o time laranja bater a vontade, só expulsando um jogador na prorrogação quando não tinha mais como maneirar, já que ele tinha cartão amarelo e fez uma falta criminosa, daquelas que não tem como levar cartão.

Mesmo com boas chances de gol, dos dois lados, o jogo caminhava para um 0 a 0 chato, tal qual a final da Copa de 1994, decidida pelo nosso querido Baggio que isolou aquela bola na ultima cobrança de penalti. Porém Iniesta não deu mole ao azar com um gol histórico que o colocou no hall dos grandes jogadores da história da fúria, assim como outros notáveis do elenco como Puyol e Cassilas.

Nós brasileiros, que ficamos tão acostumados a ser campeões, de 1994 para cá, chegamos a três finais e ganhamos duas. Porém nas últimas duas edições, não passamos das quartas de final, não ficando nem entre os quatro melhores. Porém a próxima Copa, como todos estão carecas de saber, será aqui na nossa casa e não queremos outro resultado que não seja o título, para exorcizar de vez aquela história de "Maracanazzo". Para que isso aconteça, o futuro treinador da seleção terá que resgatar o estilo de jogo consagrado por nós e que, pelo menos nessa Copa, esteve do lado de Iniesta e cia, o do futebol arte.

Até mais!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

A voz do polvo é a voz de Deus...

Pelo visto vamos ter festa na Espanha, mas sem paella, por favor.


Faltam dois jogos para terminar essa edição da Copa do Mundo. O torneio, talvez por ter sido realizado na África,  teve diversas zebras. Quem poderia imaginar que a Itália, atual campeã, iria cair na primeira fase depois de perder para a Eslováquia e antes disso empatado com a Nova Zelândia? Já a atual vice eu já não esperava que fosse longe, porém foi pior do que eu pensava.

O medíocre desempenho dos "bleus" abriu espaço para o que pode ser a ressurreição de antigo gigante do futebol, o Uruguai. A celeste olímpica há anos não passava da fase de grupos e nas ultimas duas Copas, sequer se classificou. Porém na África eles conseguiram igualar um feito de 40 anos, ou seja, desde a Copa de 1970, de chegar até as semifinais. No entanto eles sucumbiram, assim como a seleção brasileira, ao poderio da laranja mecânica.

A Holanda não tem uma equipe tão vistosa quanto a do Carrossel da Copa de 1974, ou as gerações posteriores como as de Van Basten e Rijkaard nos anos 80 e a de Bergkamp e os irmãos De Boer. Mas essa geração realmente fez jus ao apelido, jogando um futebol mecânico, com cada jogador sendo um operário dentro de campo, cumprindo rigorosamente o que lhes é determinado. Exceto pelos expoentes da equipe: Robben e Sneijder, capazes de desequilibrar a partida a qualquer momento. Por isso são sérios candidatos ao prêmio de melhor jogador da Copa.

Para serem pela primeira vez campeões, os holandeses terão que vencer outra seleção ávida pelo título inédito. A Espanha, nas ultimas edições do mundial, sempre tem chegado como favorita e decepcionado. Dessa vez a Fúria foi mais longe do que nunca e vai disputar a sua primeira final. Essa geração que não conta mais com o talento de Raúl "Madrid" Gonzales, mas tem David Villa como seu sucessor natural. O artilheiro da Copa até o momento, com cinco gols, tem em sua retaguarda, jogadores excepcionais como Xavi, Iniesta e Xabi Alonso. Mesmo com todas essas credenciais, os espanhóis não tem empolgado muito nessa Copa, na segunda fase, venceu todos os seus adversários por 1 a 0, quase sempre com gol de Villa.

Porém no que depender do polvo Paul, fenômeno dessa Copa da África, a Espanha já pode comemorar o seu primeiro título mundial. Isso é claro se o Mick Jagger não resolver dar uma forcinha na torcida, a essa altura, nem uma das duas seleções quer o apoio do Rolling Stone mais pé frio da história das Copas.

Até a próxima!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Um jogo que poderia ter tido apenas um tempo!


Um dos muitos brasileiros que estão ganhando, ou pelo menos tentando ganhar, dinheiro depois da eliminação.

Há quem diga que o Brasil só jogou um tempo na última sexta-feira. Jogou bem e venceu por 1 a 0 da Holanda, com um lançamento primoroso de Felipe Melo para Robinho. Antes disso, outro gol do artilheiro santista foi corretamente invalidado por impedimento e quase no final, Maicon quase fez um gol a la Carlos Alberto Torres na final da Copa de 70, só faltou a bola entrar.

Dessa forma se esperava um segundo tempo matador, com a possibilidade de um goleada quem sabe. Mas não foi isso que vimos. O Brasil voltou a campo, mais tenso do que na primeira etapa e sem trazer consigo o futebol. Talvez ele tenha se enganado de vestiário e ido parar no lado dos holandeses. Se o time laranja praticamente não jogou na primeira metade da partida, jogou tudo e mais um pouco na segunda etapa, sobretudo explorando o nervosismo brasileiro, ora na bola, ora fazendo lamentavelmente um teatro, ao simularem faltas com catimba de deixar qualquer argentino com inveja.

Porém o que entristece o torcedor brasileiro é saber que se a seleção tivesse mantido a pegada, teria sem dúvidas se classificado para enfrentar o Uruguai nas semi-finais. E o grande vilão para esse descontrole não é o Felipe Melo (pelo menos não só ele) e sim o nervosismo. O time já entrou tenso, Robinho em menos de 5 minutos de jogo já queria brigar com um zagueiro holandês. A boa atuação e sobretudo o gol, maquiaram um pouco esse nervosismo.

Mas foi só as seleções mudarem de lado para tudo desmoronar, ainda mais depois do gol de empate, quando todo o time, do Julio César ao Luis Fabiano, se deixou abalar. Não era para tanto, com 1 a 1 era como se o jogo tivesse começado de novo, era só manter o nível do primeiro tempo. Mas pela forma como o gol foi sofrido, em uma falha coletiva dos já citados Julio César e Felipe Melo, talvez isso tenha aumentado ainda mais aquele nervosismo já existente.

Com o gol de Sneijder, que tem algo em torno de 1,75 de altura, de cabeça e dentro da área brasileira em meio aos nossos excelentes zagueiros, começou a desmoronar as chances de classificação, que ruiu de vez com a expulsão de Felipe Melo, que mostrou nessa Copa, definitivamente, que nunca deveria ter sido sequer convocado, espero que sirva de lição para o próximo treinador. O time virou um bando, partindo desesperadamente para o ataque, correndo o risco de levar mais gols, que felizmente não aconteceu, diminuindo assim a vergonha.

Já está ficando batida essa frase, mas é o único consolo no momento: 2014 é logo ali! E é mesmo, por enquanto resta escolher alguma seleção para torcer. Os botafoguenses já acolheram o Uruguai, por causa do Loco Abreu, mas eu devo torcer mesmo para a Holanda, por quem sempre eu tive simpatia, embora a melhor seleção até aqui no mundial seja a da Alemanha.

Por enquanto é só!

Até mais!

terça-feira, 29 de junho de 2010

Brasil começando a ser Brasil!

 Kaká e Luis Fabiano: o Brasil confia nos passes do primeiro e nos gols do segundo.

Alguns posts atrás eu falei que o Brasil estava precisando ser mais Brasil, para conquistar a Copa. Bem, passado o jogo contra o Chile na última segunda-feira, pode-se notar uma evolução da seleção em relação aos jogos da primeira fase. Assim como disse Luis Fabiano após a partida, o Brasil está evoluindo na hora certa. Passou pelos chilenos e tem tudo para passar também pela Holanda.

E essa evolução está vindo de forma gradativa, diretamente proporcional a melhora de Kaká, que aos poucos vai ganhando ritmo de jogo e voltando a ser decisivo, com boas arrancadas e passes precisos, vide o segundo gol contra os chilenos, com o toque na hora certa do nosso camisa 10 para o Fabuloso driblar o goleiro Bravo (ou o bravo goleiro?).

Outro tópico para comentar foi a ausência de Felipe Melo no time. Machucado depois de duelar, no sentido original da palavra, com o brasileiro naturalizado português Pepe na última partida da primeira fase, o volante não fez a menor falta ontem. Despulpem-me o trocadilho, mas ele teria feito mais falta se estivesse em campo. Ramirez entrou muito bem no lugar dele e com seu físico de maratonista, a lá Paul Tergat, deu justamente mais velocidade ao meio campo. Jogando ora como volante, ora como meia, revezando um pouco com o Daniel Alves. Este por sua vez, ganhou a vaga do também machucado Elano. Alêm da alternância com o ex-jogador do Cruzeiro, ele também reveza com o seu colega de posição Maicon, na lateral-direita. 

O problema é que Ramirez levou o segundo cartão amarelo e não poderá atuar diante dos holandeses. Dessa forma Felipe Melo deve voltar a equipe ou, pior ainda, Josué pode ganhar a vaga. Nada contra o ex jogador do São Paulo, mas ele nunca encaixou bem naquele meio-campo. Felipe Melo, apesar de se mostrar um jogador violento e descontrolado, quando está bem, ele melhora o toque de bola e a passagem da mesma da defesa para o ataque, assim como Gilberto Silva.

Quem está jogando uma grande Copa é o zagueiro capitão Lúcio. Formando uma dupla implacável com Juan, desde o último mundial. Ele vem mostrando, além do já comprovado talento, muita personalidade em campo, partindo com a bola no meio-campo e até se arriscando, com alguma habilidade, no ataque. Fica só uma observação, Lúcio só tem que tomar cuidado para não deixar a defesa muito exposta em suas investidas ofensivas, em uma delas, o Brasil levou aquele gol da Coréia do Norte na primeira partida.

Há alguns problemas que a seleção também tem que resolver para ser campeã do mundo. Luis Fabiano, embora tenha feito 3 gols no campeonato, as vezes parece estar perdido em campo, mas acredito que ele vai se encontrar. Assim como Robinho, que foi considerado o melhor jogador em campo ontem, pela Fifa, mas que não tem jogado o que se espera dele na África.

Repetindo o que eu e o Luis Fabiano dissemos no primeiro parágrafo, o Brasil está evoluindo gradativamente na Copa e provavelmente pode subir mais um degrau contra a Holanda, que virá com tudo para cima da seleção, sedenta de vigança pelas eliminações de 1994 e 1998.

Vamos lá Brasil!

Até a próxima pessoal!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

O mágico de Özil

A Alemanha é ele e mais dez.


Ontem a Copa do Mundo viu um dos grandes clássicos do futebol mundial: Alemanha e Inglaterra. O duelo que já decidiu um mundial em 1966, se repetiu agora, infelizmente, nas oitavas de final da competição. E ao contrário do que aconteceu há 44 na terra da rainha, dessa vez os alemães que se deram bem. Venceram por 4 a 1, com direito a um gol polêmico mal anulado. No final do primeiro tempo os germânicos venciam por 2 a 1, quando Lampard chutou uma bola que bateu no travessão e saltitou meio metro dentro do gol, porém só o árbitro não percebeu. De certa forma foi uma vingança por um dos gols ingleses na final da já citada Copa de 66, em uma situação quase idêntica, o quase fica por conta do fato de a bola naquela vez não ter entrado.

Um dos destaques do jogo e, na minha opinião, o melhor jogador da seleção alemã na África é o meia de origem turca Mesut Özil. O atleta do Werder Bremen está jogando o fino da bola, organizando todo o jogo alemão, tal qual um maestro organizando uma orquestra. É ele quem dita o ritmo do poderoso contra-ataque alemão, que truicidou o "English Team", principalmente no segundo tempo. Além disso, Özil tem marcado gols importantes, como o que fez diante de Gana, na última partida da fase de grupos, muito importante para selar a classificação da seleção da terra da linguiça.

O meia tem feito muitos alemães esquecerem do badalado Michael Ballack, considerado antes da Copa como essencial para a seleção, ele foi cortado depois de se contundir em uma partida pelo Chelsea. Porém sua ausência deixou o time alemão bem mais leve e veloz em campo, sobretudo com a entrada de Miller em seu lugar e a postura de Özil, que salve as devidas proporções, tem a mesma importância que Kaká tem para a seleção brasileira.

É melhor Maradona e cia ficarem de olho no meia, pois ele pode causar muitos problemas ao setor defensivo dos nossos hermanos, que tem sido justamente o ponto fraco deles até agora.

Por enquanto é só!

Até a próxima!